quarta-feira, 31 de março de 2010

Chris Sharma escala 11 meses por ano!

Chris Sharma climbs eleven months per year! (Translate this article).


Confira este belo vídeo que conta um pouco da invejável rotina diária de Chris Sharma, um dos maiores escaladores de rocha do mundo, que iniciou a prática do esporte com apenas 12 anos de idade e já conquistou inúmeros títulos e realizou feitos inacreditáveis. Chris passa 11 dos 12 meses do ano em lugares paradisíacos treinando no esporte. O vídeo mostra algumas cenas de dar frio na barriga!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Avaliação lanterna Princeton Tec Fuel

Princeton Tec Fuel lantern review. (Translate this article).


Princeton Tec Fuel

Recebi alguns equipamentos do pessoal da Proativa para avaliar, entre eles a lanterna Fuel da marca Princeton Tec. A marca é bastante conhecida há bastante tempo no Brasil pelo pessoal que pratica mergulho. Pessoalmente, há uns 10 anos, tive uma lanterna da marca, específica para esta atividade, que era  simplesmente uma das melhores do mercado e que eu já experimentara, Utlizava ainda lâmpada halógena de alta intensidade, e possuía um feixe de luz muito intenso e concentrado, excelente para uso em pequenas grutas e para investigar tocas atrás de peixes, moréias e polvos para apreciar. A lanterna, ou o que restou dela, infelizmente deve estar se arrastando no fundo do mar próximo a Ilha do Arvoredo em Santa Catarina desde quando a perdi em um mergulho. Ainda sinto a perda em termos de equipamentos pessoais de qualidade.

Pois, quando recebi a lanterna de cabeça Fuel, confesso que não levei muita "fé", devido ao pequeno tamanho. A lanterna pesa somente 78g e é um pouco maior que um isqueiro em sua largura. Utiliza 3 pilhas do tipo "AAA", possui 3 leds, um botão de acionamento e acompanha a tira elástica para prendê-la a cabeça.

Mas, me surpreendi, e muito, com o equipamento. Apesar do tamanho reduzido, a lanterna produz um excelente feixe de luz, que combina uma área mais concentrada ao centro e um halo bastante amplo, de menor intensidade, ao redor. Isto permite que você tenha uma visão mais clara do ponto para onde está olhando mas também uma boa visão periférica do que está no entorno.

Tenho o privilégio de morar em um sítio com uma boa área aberta e uma mata nativa fechada ao fundo, o que me permite testar todo o tipo de equipamento em diversas condições.  A Fuel respondeu muito bem tanto em áreas mais amplas, permitindo uma visão bastante clara até aproximadamente 21 metros de distância e 4 metros para cada lado do foco principal. Em uma área fechada na mata, de aproximadamente 8m x 5m, praticamente todo o espaço ficou bem iluminado.

Uma grande vantagem que pude perceber são as 3 opções de intensidade acionadas pelo botão na parte superior do corpo da lanterna. Tranquilamente você acabará utilizando o modo mais intenso se estiver percorrendo uma trilha de bike ou a pé, o modo intermediário na área de acampamento (até para economizar bateria) e o modo menos intenso para, por exemplo, leitura dentro da barraca. O próprio fato da lanterna ter as pilhas embutidas no próprio corpo, e não em um recipiente separado na parte traseira da fita (ficando atrás da cabeça), como em lanternas mais robustas, torna o ato de ler mais agradável, pois em nada atrapalha ao se encostar. Há ainda o modo flash, em que os leds ficam piscando de forma intermitente.

Durante o uso, também é possível regular verticalmente o feixe de luz, para iluminar mais próximo aos seus pés ou mais ao longe, conforme a situação. De acordo com a intensidade escolhida, as baterias podem durar até 160hs de uso, permitindo uma luminosidade local, mínima, equivalente a luz de uma lua cheia, de acordo com as especificações do fabricante.

Após testar a lanterna por alguns dias, achei uma ótima opção tanto como lanterna principal, para condições não muito extremas (para isto há outras opções inclusive da própria marca), assim como uma boa lanterna de backup (duplicidade de equipamento por segurança) e para uso nos acampamentos.

Voando sobre o Himalaia

Flying over Hymalaias. (Translate this article).


Uma equipe de aventureiros está explorando os Himalaias de uma forma diferente. Ao contrário do que se espera, eles não estão escalando montanhas de mais de 8 mil metros, mas voando sobre elas.

A equipe Himalayan Odyssey, composta por Brad Sander, Antoine Laurens e Mike Laengle, está há poucas semanas percorrendo mais de 1100km através da Índia, Nepal e Sikkim em paragliders, sendo eventualmente acompanhados por pilotos convidados em trechos da viagem. O time deverá levar em torno de 6 semanas para completar a expedição, que busca conhecer mais a fundo a cultura local e chamar a atenção para a preservação do Condor do Himalaia, em perigo de extinção.

A expedição está sendo toda filmada e fotografada, e o progresso da equipe pode ser acompanhado em tempo real através do site e pelo twitter.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Apa Sherpa tentará bater seu recorde no Everest

Apa Sherpa attempts to brake his own record on Everest. (Translate this article).

Lhakpa Tenzing Sherpa, mais conhecido como Apa Sherpa, é um pequeno nepalês nascido em 1960, que iniciou sua vida na montanha aos 12 anos de idade, quando teve que trabalhar carregando equipamentos junto a expedições para ajudar a sustentar sua família após o falecimento de seu pai.

Hoje, Apa Sherpa detém o recorde da pessoa com maior números de conquistas ao cume do Monte Everest, sendo 19 completadas em maio de 2009. Sua primeira escalada ao cume foi em 10 de maio de 1990, ao lado de grandes nomes da escalada, Rob Hall, Gary Ball, e Peter Hillary (dica: você pode saber melhor sobre eles lendo o livro "No Ar Rarefeito" de Jon Krakauer).

Arpa Sherpa hoje vive em Salt Lake nos EUA, onde busca melhores condições de educação para seu filho e outras crianças do Nepal. Conforme o próprio escalador, teria largado todos os méritos e conquistas pela oportunidade dele mesmo ter estudado e tornado-se um médico, o que não foi possível pela situação familiar.

E de acordo com o que divulgou um mebro de sua equipe de apoio, Arpa Sherpa já se encontra neste momento no Nepal para tentar quebrar o próprio recorde, na tentavia de finalizar sua vigésima segunda conquista do cume, sendo que nenhuma das anteriores teve especificamente este objetivo, e sim o de garantir a segurança de outros sherpas e escaladores como uma atividade de trabalho.

Será possível acompanhar a subida do sherpa pelo seu twitter. Conheça também um pouco mais sobre o escalador nepalês neste recente vídeo criado pela BBC.

terça-feira, 23 de março de 2010

Avaliação barraca Lafuma Manta 2

Lafuma Manta 2 tent review. (Translate this article).

Lafuma Manta 2

Em janeiro deste ano, na minha volta pelo Chile e Argentina na região andina e dos lagos, pude testar e avaliar a barraca para duas pessoas Manta 2 da Lafuma. A Manta 2 é uma barraca direcionada para o uso em montanha, com perfil 4 estações, desenhada para suportar invernos mais rigorosos. Possui um design muito bonito e vários detalhes que a tornam uma barraca bastante atrativa, mas com alguns probleminhas na sua concepção.

Entre as vantagens que pude perceber nesta barraca, é a extrema facilidade para montá-la. A parte interna da barraca é presa a capa através de presilhas elásticas de fácil engate e as varetas de alumínio ficam na parte externa da barraca, em dutos costurados na capa. Isto permite que você possa simplesmente remover as varetas e guardar a barraca com a parte interna e externa já montadas, agilizando muito o trabalho.

Outro ponto interessante, é que a capa externa possui proteção para neve em todo o seu entorno, permitindo que o reforço contra ventos fortes seja ainda maior, seja através do uso da neve ou de pedras como peso, o que foi o caso para o uso no acompamento em Confluência no Aconcágua. Existe também a opção de amarrar esta proteção para permitir uma maior circulação de ar por baixo da capa.

 Detalhe das pedras sobre a aba de proteção ao vento.

Em relação ao tamanho, ela seria ideal para somente uma pessoa com mochilas e equipamentos. No meu caso, que tenho 1,91m de altura, e estava acompanhado de minha esposa, as mochilas tinham que passar a noite na parte externa, dentro do avanço, que ficava um tanto apertado mesmo sendo generoso. O espaço interno ficou um pouco justo no comprimento pois para mim eram apenas 10cm de folga, mas bastante tranquilo mesmo para duas pessoas grandes considerando que não privilegiamos exatamente o conforto, e sim o fato de termos uma barraca prática e leve.

Quanto ao conforto térmico, se você busca proteção para temperaturas realmente frias, é uma boa opção. Por ser confeccionada em Nylon Ripstop 190T tanto na parte interna quanto na capa externa, com resinagem para suportar colunas de água de até 5000mm, ela é extremamente selada para o frio. Chegamos a passar calor e dormimos com a porta interna aberta, mesmo com a temperatura da noite chegando a -8 graus centígrados. Claro que com roupas e com um bom saco de dormir também para baixas temperaturas. A ventilação poderia ser um pouco melhor. Os flaps na parte superior não são suficientes, e apenas metade da porta possui tela. A pequena janela junto aos pés é realmente pequena.

 Lafuma Manta 2

Mas nem tudo são flores. Alguns detalhes deixaram a desejar. Um deles são os dutos por onde as varetas passam, feitos de um tecido cheio de pequenos furos, como uma renda, que claramente seriam motivos de problemas futuros, pois não parecem nem um pouco resistentes. Tanto que os ilhoses fixados a eles, onde é apoiada a vareta horiontal do avanço, em poucos dias começaram a apresentar sinais de rompimento na intersecção com o tecido. Mas o maior problema que tivemos foi com os dois fechos do avanço. Já no primeiro dia de acampamento, e primeiro de uso, um dos fechos estragou. Por mais que tentásse arrumá-lo, não consegui mais fazê-lo fechar, abrindo-se sozinho a toda hora. Por sorte, o que é uma vantagem, além do fecho o avanço também fica selado por velcro, o que impediu um pouco a entrada de vento, mas não 100%, por não ser inteiro de cima abaixo. Posteriormente, lá pelo décimo quinto dia de acampamento, foi a vez do outro fecho do avanço. Então ficamos com uma porta de avanço totalmente fragilizada e sujeita a intempéries, o que poderia ser um problema realmente grave caso estivéssemos em condições ainda mais extremas.

Por fim, é uma barraca a que me afeiçoei e de um modo geral recomendaria, não fosse pelo problema com os fechos. A barraca foi enviada para o representante no Brasil através da loja onde a adquiri, e infelizmente não possuem peças para repôr, pois o modelo saiu de linha, e nem tampouco previsão de chegada de uma nova linha, reduzindo ainda mais as opções de barracas para montanha disponíveis nas lojas especializadas no país.

Estou fazendo portanto um upgrade para o modelo VE 25 para 3 pessoas da marca The North Face, com apoio do pessoal da BigWall para encontrar uma barraca dentro do que buscava. Vamos ver como vai se comportar. Assim que tiver uma avaliação sobre o equipamento estarei compartilhando aqui com vocês.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Portal @Extremos de cara nova.

Portal Extremos launchs new website version. (Translate this article).


E um dos melhores sites de aventura no país, e com certeza referência de leitura para muitos aventureiros e aficionados que buscam por uma boa história, o Portal Extremos, está de cara nova!

Ontem foi divulgada pela newsletter do site esta nova versão, que conta com algumas novidades, como o jogo de palavras cruzadas de aventura, e promete ainda mais em breve.

Vale a pena acompanhar as publicações no site. Acesse lá, e aproveite para assistir o fantástico documentário "Farther than the Eye can See", que exibe a preparação de um escalador cego para a conquista do cume do Everest. O curioso é que o treinador do atleta é Pasquale Squaturro, um grande (e polêmico) explorador. Quem assistiu na tv por assinatura a série "Expedition Africa" vai lembrar de quem estou falando.

P.S.: estamos hoje na capa do portal e no relato de recente viagem pela Argentina e Chile ;)

Did I win?


Totalmente inusitada a chegada deste ciclista em uma prova de bike, vale a pena assistir e dar umas risadas com o vídeo publicado pelo site Cyclelicious e divulgado pelo The Outpost. Confira.

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