sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Exploradora rumo ao Pólo Norte Geográfico

Woman explorer towards the Geographic North Pole. (Translate this article).

 Foto © Mark Bourdillon

A exploradora e consevacionista Christina Franco pretende nesta temporada retornar ao Pólo Norte e se tornar a primeira mulher a realizar a façanha "solo" e sem assistência.

Christina pretende iniciar sua travessia de 775km a partir do Cabo Discovery, no Canadá, e esquiar, caminhar e nadar até o Pólo Norte Geográfico, enfrentando o frio, tempestades, placas de gelo quebradiças e até ursos polares.

Durante os primeiros 20 dias Christina vai encontrar um terreno traiçoeiro, formado por torres de gelo, algumas tão altas quanto um prédio de dois andares. Estas formações são criadas quando as placas congeladas do mar colidem, e são um abiente propício para a presença de ursos polares. Quando o chão voltar a ficar plano, se apresenta uma nova ameaça em águas abertas,  a possibilidade de congelamento. Christina vai levar um traje seco (impermeável) para vestir sobre a roupa, e seu trenó foi desenvolvido para flutuar e permitir que deslize na água para quando precisar atravessar pontos a nado.

Toda as noites Christina irá montar acampamento e terá que derreter água para hidratar comida liofilizada. Contará também com tecnologia que permitirá gravar seu diário de áudio para atualizar os seguidores da expedição em seu website. Após chegar ao Pólo Norte, será resgatada, provavelmente em abril, por uma estação de gelo russa, a Borneo Camp, um acampamento temporário um grau a partir do Pólo, e voará para casa através da Noruega.

Christina estará arrecadando fundos para três instituições de caridade: Motor Neurone Disease Association (MNDA), Save The Rhino e The Wilderness Leadership School.

Acompanhe também a aventura de Christina Franco através de seu Twitter.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Persistência: 36 hs sem água no Nepal

Persistence: 36 hrs without water in Nepal (Translate this article)..

Pico Tawoche, Nepal

Persistência é a palavra chave, para quem quer enfrentar com sucesso todos os seus sonhos, desafios e medos. Assim é para Lance Armstrong, ciclista 7 vezes campeão do Tour de France, que no dia que foi diagnosticado com câncer nos testículos pedalou por 8 horas em pé por não aguentar a dor ao sentar no selim da bicicleta. Assim também para o ultramaratonista Dean Karnazes, que realizou 50 maratonas em 50 dias, além de outras inúmeras provas, algumas com mais de 300km, em relatos impresisionantes que podem ser lidos nos seus dois livros, e para muitas das pessoas que acompanhamos por aqui, como o pessoal cruzando a Antártida, a Amazônia, as Américas e outros.

Pois persistência foi a palavra chave também para a dupla de escaladores Renan Ozturk e Cory Richards, que alcançaram em janeiro deste ano o cume do Tawoche, um pico de 6500m na região de Khumbu, Nepal. A dupla abriu uma nova rota de 1200m de alto nível de dificuldade, enfrentando rochas bastante soltas e desidratação intensa, em 36 horas sem água no ataque final ao cume.

Tão surpreendente quanto o próprio feito, foi que os escaladores divulgaram seu feito em "tempo real", criando uma série de 5 vídeos extremamanente bem produzidos e editados durante a própria escalada. Cada um deles carregou consigo uma filmadora digital e, durante os períodos acampados, realizavam toda a montagem e já publicavam no site Vimeo e em seu blog Vertical Carnival através de conexão satelital. Os vídeos, além de inspiradores,  impressionam pela qualidade das imagens e edição, revelando claramente os desafios enfrentados.

Assista aos vídeos #4 e #5 (conquista do cume) em alta definição, onde os escaladores relatam os problemas com a água e outras dificuldades da escalada.


sábado, 20 de fevereiro de 2010

Camelo ou Dromedário?

Camel or Dromedary? (Translate this article).

 
Durante nossa viagem de quase 30 dias acampando em terrirtório chileno e argentino, no entorno da Cordilheira dos Andes, adquirimos um produto que recomendamos para qualquer aventureiro ou expedicionário, que precise ficar um dia ou mais acampado em locais sem infraestrutura. Mesmo com a proximidade de rios e lagos de águas limpas e cristalinas, comum nos parques nacionais de ambos países, utilizamos uma bolsa para armazenamento de água da marca MSR, reconhecida pelos fogareiros para alta montanha.

A MSR Dromedary Bag, na versão de 10 litros, é feita em material externo ultra resistente, o Nylon Cordura 1000. De acordo com o fabricante, o tecido interno de poliuretano é feito especialmente para água e alimentos, e aguenta temperaturas extremas, do congelamento ao ponto de ebulição.

Um detalhe que facilita o seu uso, é que o sistema de abertura permite tanto utilizá-la para servir a água em recipientes, com uma pequena "torneira" para a saída limitada do líquido (que idealmente até poderia permitir um fluxo maior) ou acoplar uma mangueira de hidratação para utilizá-la no estilo "Camel", presa à mochila por tiras que já vem fixadas ao redor da bolsa, ou internamente. A MSR ainda apresenta opcionalmente um kit para banho, com um chuveiro que pode ser conectado através de uma mangueira ao bocal de saída.

O grande benefício do equipamento é que, mesmo que não seja preciso transportar um grande volume de água para hidratação e uso na "cozinha" para o local de acampamento, ele evita que você tenha que buscar água a todo o momento, podendo ficar pendurado em árvores, sobre uma pedra, ao chão ou mesmo dentro da barraca. Além disto, claro, pode-se utilizá-lo para aventuras de longo tempo em bicicletas, canoagem, montanhismo ou qualquer outra situação onde a água seja mais escassa. Quando vazio, o equipamento ocupa pouco espaço na mochila.

Fica a dica, achamos o produto extremamente prático e eficiente para acampamentos.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Novo "Supertraje" para uso em montanha

New Supersuit for mountaineering. (Translate this article).


Ao que tudo indica, teremos uma grande revolução em termos de vestuários para montanha nos próximos anos. A empresa de tecidos Hanes revelou recentemente, no Outdoor Retailer Show, uma roupa que estão chamando de "Supersuit" e será lançada sob a marca Champion. O traje de apenas 3mm de espessura promete fornecer tanto aquecimento e resistência a água e ao vento quanto as grossas roupas de pena de ganso ("dawn"), de até 40mm utilizadas atualmente. Se isto se comprovar, o novo traje trará uma grande diferença em termos de conforto e movimento para montahistas e demais esportistas de inverno.

A equipe Climb With Us estará testando o traje neste próximo outono em uma escalada ao Everest, uma prova de fogo, ou melhor, "de frio", que irá demonstrar ao mundo do montanhismo, onde muitos ainda estão céticos, a real eficiência da roupa.

Comparativo entre casacos de Dawn e de Aerogel.

Conforme explica o site da Fast Company, o Supersuite é composto por 5 camadas de diferentes tipos de tecidos, sendo que o grande diferencial é a camada de Aerogel, um composto de vidro aerado, o sólido mais leve no planeta e mesmo assim a prova de água e vento. O material protege também a uma larga escala de temperaturas, que vão de -267,78 a 537,78 graus centígrados. O único problema do Aerogel ainda é o custo. Já existem alguns casacos feitos com o material que ultrapassam os US$ 2.000,00, mas a Hanes pretende, através de pesquisa e design de novas tecnologias de fabricação, reduzir o custo para que se torne viável comercialmente para mais pessoas, o que deve ocorrer somente a partir de 2011.

Ciclista Mark Beaumont a 5 dias de Ushuaia

Cyclist Mark Beaumont just 5 days from Ushuaia. (Translate this article).

Confira a galeria de fotos no site da expedição.

O ciclista Mark Beaumont, que viemos acompanhando em alguns momentos aqui no blog, está há apenas 5 dias de completar sua viagem. Mark já pedalou mais de 20 mil km desde sua saída do Alasca há 9 meses atrás e em breve estará chegando em seu destino final, Ushuaia, no extremo sul da América Latina.

Além do desafio de pedalar esta grande distância, passando por vários países e enfrentando ambientes muitas vezes inóspitos, Mark ainda realizou outros dois grandes desafios: a escalada no Monte Denali (também conhecido por Monte McKinley), no Alasca, e no Monte Aconcágua, na Argentina, representando as maiores montanhas da América do Norte e da América do Sul.

A expedição de Mark Beaumont irá virar uma série de documentários de tv no canal BBC One, que irão ao ar nos dias 15, 22 e 29 de março. Todo o relato da viagem também pode ser conferido no site bbc.co.uk/cyclingtheamericas.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Trilha assustadora II

Scary trail. (Translate this article).

O Blog 40mil km estreou em setembro de 2009 com um post contendo um vídeo da trilha "El Camino del Rey", localizada em Málaga na Espanha, considerada uma das mais assustadoras do mundo. Encontramos uma concorrente a altura: a trilha Hua Shan, que fica no Monte Hua Shan localizado na província de Shaanxi, a 100km a leste da cidade de Xi'an, na China.

Monte Hua Shan.

O Monte Hua Shan é um local de grande significado religioso no país, e era procurado por daoístas, budistas e pessoas em busca da imortalidade, poder conferido a poderosas drogas que se dizia serem encontradas no local. Nas suas encostas e picos há diversos templos também buscados por corajosos peregrinos em busca de si mesmo.

Observe no vídeo que no meio da trilha apresentada (são inúmeras nos paredões da montanha e três caminhos principais que levam ao topo) há um local para descanso e pernoite, que era utilizado pelos caminhantes rumo aos templos.

Hoje as trilhas possuem uma infrraestrutura voltada ao turismo, com sistemas de segurança por cabos, mas mesmo assim não deixam de ser perigosas e apresentarem riscos. Assista o vídeo e segure o frio na barriga!

Europeus cruzam o Aconcágua em balão de ar quente

European crosses Aconcagua in a hot air balloon. (Translate this article).

Aconcágua ao fundo no balão Ultramagic Ecomagic Aconcágua.

Neste dia 03 de fevereiro de 2010, o espanhol Josep Maria Lladó Costa e o alemão Uwe Schneider realizaram uma travessia no Aconcágua de uma maneira diferente. Ambos são pilotos e cruzaram os Andes em um balão de ar quente, também denominado "Aconcágua", desenvolvido pela empresa Ultramagic.

A dupla partiu da cidade de Illapel, Chile, as 07h23min da manhã e subiram a uma altitude inicial de 6000m, voando por um longo tempo a 5000m até alcançar a direção do Aconcágua. Após 30km de vôo, subiram novamente e passaram ao norte do cume a 8000m de altitude, precisamente as 8h40min da manhã. Em seguida, realizaram mais uma subida até os 9000m para evitar turbulências e, após cruzar a última cadeia de montanhas, desceram aos 4000m se deslocando para o leste em direção a cidade argentina de Mendoza.

As 12h06min da tarde, o balão aterrisou com segurança ao sul de Mendoza, próximo a uma rodovia, onde foram recebidos pela imprensa acompanhada do piloto local Eduardo Vaques.

O balão Ultramagic Ecomagic estava preparado com equipamentos e tecnologia que garantiam que o balão voasse do nascer ao pôr-do-sol, sistemas de comunicação por rádio e satélite (Iridium), GPS, barômetro e termômetro infravermelho, além de cilindros de oxigênio para uso dos pilotos e um para a chama. Também os pilotos estavam preparados para o frio intenso, com roupas especiais que garantiam o conforto até 25 graus centígrados negativos.

Veja o relato completo da aventura da dupla de pilotos europeus no site da Ultramagic.
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