quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Escaladora com Esclerose Múltipla conquista os 7 Cumes

Climber with Multiple Sclerosis conquer the 7 Summits. (Translate this article).

Lori Schneider

Alan Arnette, colunista do blog Outside, publicou em seu site dedicado ao Everest, uma entrevista com Lori Schneider, uma escaladora de 53 anos, que completou em maio de 2009 a escalada aos 7 cumes mais altos de cada continente do planeta, quando chegou ao cume do Monte Everest.

Lori no pico do Everest

Além de já ser um feito notável, sonhado por muitos escaladores, há um grande diferencial nas conquistas de Lori. Aos 43 anos de idade, em 1999, após acordar um dia com 50% do corpo paralisado, Lori foi diagnosticada com Esclerose Múltipla, uma doença neurológica crônica. Um mês após o diagnóstico, chegou a ficar com todo o corpo paralisado, perdeu temporariamente a visão e teve problemas de equilíbrio e dificuldades para andar. Essa mudança radical na sua vida a fez querer ainda mais encarar novos desafios, conhecer novos lugares e voltar a escalar ainda mais forte.

Lori já tinha um histórico de viajante, desde os 15 anos de idade quando fez sua primeira viagem à Europa e posteriormente a diversos outros países ao redor do mundo. Em 1993 participou do sonho de seu pai de escalar o Monte Kilmanjaro, na África, na data do seu aniversário de 61 anos. Seis anos depois, na virada do ano novo de 1999 para 2000 escalou o Monte Aconcágua, onde nasceu então a idéia dos 7 cumes.

Monte Kilimanjaro

Lori largou o emprego de professora e o casamento, e se dedicou completamente a preparação e treinamento para suas escaladas, principalmente a do Monte Everest. Sua doença se manteve estabilizada, permitindo que alcançasse com sucesso seu objetivo. Hoje Lori dá palestras nos EUA sobre os seus feitos como fonte de inspiração a demais pessoas com ou sem dificuldades de saúde. Em 2011, pretende levar um grupo de pessoas com Esclerose Múltipla para escalar o Monte Kilimanjaro.

Confira o site de Lori Schneider, onde ela faz o relato de sua história e de suas conquistas, e veja a entrevista no site de Alan Arnette, onde comenta como foi sua escalada a montanha mais alta da Terra.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Equipamentos para Aventura (testados)

Equipment for Adventure (tested). (Translate this article).

Voltando a ativa no blog, após uma volta de 30 dias (e em torno de 9mil km) pelo Chile e Argentina, quero aproveitar para escrever sobre três equipamentos que utilizamos e foram de grande ajuda em nossa aventura (lembrando que estes "reviews" são totalmente isentos de qualquer tipo de apoio ou patrocínio).

Bolsas de Transporte - Kailash Transport 110

Resolvemos de última hora, antes da partida, adquirir estas bolsas de transporte para as mochilas cargueiras (estávamos com mochilas de 60+15 e 75+10 litros), com o objetivo de proteger não apenas as mochilas mas os demais acessórios que levávamos em anexo: bastões de caminhada, isolantes térmicos, saco de dormir, etc. As bolsas da Kailash são feitas de Nylon Ripstop 250D, muito resistentes, impermeabilizadas e com um fecho bastante forte, que permite trancá-las com cadeado para não serem abertas. Possuem também uma bolsinha prática para armazená-la, ficando com um tamanho relativamente pequeno. Embora dê um pouco mais de trabalho, vale a pena colocar o equipamento nas bolsas antes de cada vôo ou ônibus tomado, já que o pessoal que manuseia as bagagens não é nem um pouco cuidadoso. Ficávamos sempre tranquilos, sabendo que nada se perderia e seria mais difícil que algo fosse danificado.

Mas além disto, a grande vantagem de levar as bolsas foi que, em diversos momentos, pudemos utilizá-las para deixar equipamentos que não precisaríamos guardados seguramente nos hostels. Um exemplo foi na ida para o Aconcágua. Deixamos diversos itens que só adicionavam peso às mochilas, e não eram essenciais, guardados nas bolsas, com cadeado. Inclusive deixamos uma parte em um hotel em Uspallata e outra parte em Puente del Inca, quando resolvemos descartar ainda mais peso.

O único problema destas bolsas são as travas das alças (clipes). Uma delas não resistiu ao peso e quebrou, impossibilitando o uso da alça, o que gera um transtorno para poder carregar o peso. Improvisamos utilizando um mosquetão leve de 25KN para prender a alça à mochila. Nossa sugestão à empresa é de utilizar D-rings de aço em conjunto com alguma presilha também em aço para engate (ou mesmo um mosquetão). Pretendemos fazer esta adaptação nas nossas, o que as deixarão perfeitas para qualquer situação.

Bastões de Caminhada - Trekking Poles Ferrino GTA


Utilizamos os bastões da Ferrino, mas poderiam ser quaisquer outros, de qualquer marca. Existem alguns com amortecedores e também aqueles feitos de fibra de carbono, mais leves. Estes são de alumínio, com regulagem de altura em dois pontos e uma empunhadura robusta e bastante confortável.

Até então nunca tínhamos levado bastões de caminhada, por achar que seriam apenas mais uma coisa para carregar e atrapalhar as mãos, mas resolvemos seguir a dica de alguns sites e de uma amiga, para a subida no Aconcágua, pois seriam "pernas extras" de acordo com ela. E realmente foi assim. Acabamos achando impensável fazer as trilhas que fizemos, não apenas no Aconcágua, sem os bastões. Eles servem não apenas como apoio para facilitar as subidas, mas também para equilíbrio em trilhas mais difíceis, segurança na descida (principalmente em locais escorregadios) e ponto de apoio para descanso em pé. Com mochilas de 20kg nas costas, faz muita diferença o apoio extra, principalmente montanha acima.

Buff Headwear


O Buff é um tipo de lenço já fechado na forma cilíndrica. Já conhecíamos pela internet mas nunca tínhamos utilizado. Compramos em uma loja em Santiago, Chile, mais por diversão, e acabamos não tirando mais da cabeça durante a viagem. O lance é que o Buff pode ser utilizado de diversas formas (são no mínimo 12 de acordo com o fabricante), como gorro, bandana, proteção para o pescoço, proteção para punhos e até gorro "pirata". É fácil de levar (cabe em qualquer lugar ou bolso), super leve, protege do sol, do vento ou mesmo do ar gelado para respirar (pode ser utilizado como uma balaclava). Foi muito útil contra o vento no Aconcágua, contra o ar gelado na subida do vulcão Villarica e ajudou a proteger dos gases tóxicos próximo a cratera. Ainda utilizei para refrescar a cabeça e pescoço encharcando-o com água dos rios por onde passamos.

Enfim, testamos e recomendamos os três acessórios para as suas aventuras!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Casal de ciclistas dando a volta ao mundo

Cyclists going around the world. (Translate this article).


Sonia e Aaldrik

Encontramos em Santiago, Chile, no ótimo Hostel Forestal, o casal de ciclistas Aaldrik e Sonia, um holandês e uma australiana, que planejaram durante 3 anos largar seus empregos, pertences e tudo o mais, para uma volta ao mundo de bicicleta.


China.


Quirguistão


Quirguistão

A dupla já está há 3 anos e meio na estrada, e pretende pedalar por mais 2 anos e meio, de acordo com seus planos. Já estiveram em diversos países da Europa, Oriente Médio, Ásia, América do Norte e América Central, e hoje encontram-se em Mendoza, Argentina, onde foram para participar do casamento de amigos. Para chegar a cidade realizaram a belíssima travessia dos Andes por Puente del Inca, próximo ao Parque Provincial Aconcágua.


Bolívia

A partir de Mendoza, a idéia do casal é descer até o extremo sul da América Latina e subir novamente o continente pela costa do Oceano Atlântico até o nordeste brasileiro, de onde partirão para a África. Provavelmente em maio estarão passando pelo sul do Brasil, onde os estaremos aguardando para mostrar um pouco da nossa cultura.


Paquistão

Veja mais informações sobre a viagem de Aaldrik e Sonia em seu website, que contém informações bastante completas dos países por onde estão passando e um mapa com o roteiro.


Hecho la cumbre de Aconcágua!!!

Nosso caro amigo André Dib mandou notícias! Chegou com sucesso ao cume do Aconcágua no dia 17 de janeiro. A conquista do cume neste ano não estava nem um pouco fácil, com poucas pessoas conseguindo atingir o objetivo. As temperaturas estavam chegando a 40 graus centígrados abaixo de zero no cume. André comentou que ainda teve que alugar um casaco e um saco de dormir mais quentes na última hora.

Parabéns André pelo feito! Viemos acompanhando de perto sua empreitada aqui pelo 40mil km e é um prazer vê-lo alcançando seu objetivo!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Notícias do Aconcágua e projeto Seven Summits

News from Aconcagua and Seven Summit Project. (Translate this article).


Gisele e eu com o Aconcágua ao fundo, neste 05 de janeiro

O Aconcágua está nos sonhos de muita gente. Foi o que pudemos comprovar na semana passada pessoalmente. É impressionante a quantidade de estrangeiros, assim como argentinos, que se dirigem a Puente del Inca e ao Parque Provincial Aconcagua para tentar o cume ou simplesmente realizar os trekkings na região.

Nos 4 dias que passamos no parque, tivemos o prqzer de encontrar o fotógrafo e montanhista André Dib, conforme tinhamos a expectativa. Foi uma conversa muito bacana no primeirio acampamento base, em confluência, a 3400m de altitude. Falamos da preparação para o cume, frio, esforço, banho, etc., além de outras aventuras pelo Brasil e Argentina. André partiu dia 05/01 para Plaza de Mulas, a 4300m, com mais dois amigos, enquanto eu e a Gisele fomos realizar o trekking a Plaza Francia, 4200m. A esta altura o André está por lá, em aclimatação. Ainda não temos notícias.

Mas não está fácil a temporada para o cume neste ano. De acordo com o jornal Los Andes, ingressaram no parque em torno de 2500 pessoas até o momento, snedo 1530 para a tentativa ao cume. Deste total, 77 pessoas tiveram que ser resgatadas por problemas de aclimatação, sendo que 17 corriam grande risco de morte. Um norteamericano perdeu a vida.


Kintae Sam e Oh Iljae descansando em Puente del Inca após tentativa ao cume.

Entre as diversas equipes internacionais que já estiveram tentando o cume, encontramos em Puente del Inca a equipe coreana de Kintae Sam e Oh Iljae, do site ClimbLove, que pretende em 2010 escalar os conhecidos "7 cumes" (Seven Summits), que compreendem no pico mais alto de cada continente. O primeiro cume no projeto para a equipe coreana foi o Aconcágua, mas a conquista não ocorreu desta vez. Um dos membros da equipe, inclusive, teve que abandonar mais cedo a montanha pois teve sérios problemas com a altitude, tendo sofrido de um edema pulmonar e também periférico, ficando com rosto e olhos inchados e outros sinais.


Nome do projeto da equipe coreana.


Logomarca do projeto da equipe coreana, com os 7 picos.

Vamos aguardar informações sobre a tentativa de escalada ao cume pelo andré Dib e equipe, e também sobre o projeto Seven Summits da equipe coreana.


domingo, 3 de janeiro de 2010

Rumo ao Aconcágua

Towards Aconcagua (Translate this article).


 
Caros amigos leitores do blog, acredito que perceberam que nas últimas semanas não temos tido muitas novidades por aqui. É que estávamos planejando e organizando as nossas férias (e agora estamos já no início).

Estamos hoje (02/01), eu e Gisele, em Mendoza, na Argentina, já tendo passado 2 dias em Córdoba, e estamos a caminho amanhã para a cidade de Uspallata (que sediou hoje o encerramento da Caminhada Mundial pela Paz e a Não Violência iniciada em 02 de Outubro na Nova Zelândia), e segunda-feira para iniciar nosso trekking de 6 dias pelo Aconcágua.

Vou tentar ainda colocar algumas novidades por aqui, mas quem quiser nos acompanhar estão convidados a acessar os seguintes endereços:

Fotos no Flickr
Blog da Viagem

Abraços a todos, um feliz 2010 e obrigado por acompanharem o blog.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Primeiras equipes chegam ao Pólo Sul

First teams to reach the Sout Pole. (Translate this article).


 
Começam a chegar ao Pólo Sul as primeiras equipes, após longas e árduas travessias. A Kaspersky Commonwealth Team alcançou o marco ontem, após 880km realizados em 39 dias.

O objetivo da equipe de 7 mulheres com esta expedição foi o de comemorar os 60 anos da Commonwealth of Nations, celebrar as habilidades femininas e servir de modelo a outras meninas em seus países de origem.

De acordo com o Adventure Blog, o time dos dinamarqueses Morten Grundsøe e Jens Erik Nielse também já chegou ao Polo, com uma última "puxada" de 22hs seguidas de trekking.

Ryan Waters e Cecilie Skog já se encontram no último grau próximo ao Pólo e provavelmente passarão o ano novo no extremo sul do planeta, junto com a Shackleton's Unfinished Journey Team que está apenas 20 milhas náuticas (37km) do objetivo, e conta com Katie Walter, de apenas 17 anos, que será a pessoa mais nova a esquiar ao Pólo Sul.

Eric Larsen's Save The Poles Expeditio e Meagan McGrath também continuam a caminhada ao sul.
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