quarta-feira, 4 de julho de 2012
Relógio da Guepardo mede o índice de radiação ultravioleta
Posted on 17:12 in equipamentos, Guepardo, review by Rodrigo Meurer
Recebi da Guepardo, empresa que está entre as principais marcas de produtos para camping, lazer e esportes de aventura no Brasil, um relógio esportivo com uma característica bastante diferenciada: um medidor do índice de radiacão ultravioleta (UV).
A radiação ultravioleta faz parte do espectro de luz emitido pelo Sol, na forma de ondas eletromagnéticas. Ao atingir a Terra, parte desta radiação é absorvida pela atmosfera e o restante atinge a superfície, podendo ser extremamente nociva para seus habitantes. Os raios UV podem provocar queimaduras sérias, envelhecimento, problemas oculares e até o câncer de pele se não tomarmos os devidos cuidados utilizando chapéus, protetores solares e roupas adequadas.
A intensidade da radiação ultravioleta pode ser medida para um determinado local no planeta, de acordo com a potência das ondas eletromagnéticas, influenciadas também por fatores como as condições do tempo, nebulosidade, espessura da camada de ozônio e altitude. Desta forma, a Organização Mundial da Saúde propõe o uso do Índice UV, em uma escala linear que vai de 0 a 10, podendo ser extrapolada em condições extremas de radiação, conforme mostra a tabela abaixo.
Com o relógio da Guepardo modelo UV Master em mãos, resolvi então realizar um teste na cidade em diferentes horas do dia, para ver não somente o funcionamento do relógio, mas para conferir realmente o índice de radiação UV que estaria recebendo naquele momento. Sempre ouvi e li recomendações sobre o uso de protetor solar, sobre as horas do dia de maior risco, sobre os buracos na camada de ozônio da Terra, principalmente quando estive na praia. Mas até então nunca tinha me deparado com uma informação mais precisa, mais concreta, sobre o quanto de radiação estamos submetidos diariamente. "Me caiu o queixo".
Para fazer a medição com o UV Master, basta selecionar o modo UV e apontar o sensor no painel do relógio em direção ao sol e aguardar alguns segundos para a medição inicial. Ele começa a fazer a leitura e permanece atualizando-a em tempo real, indicando diretamente o valor do índice, assim como um indicador visual desta intensidade. O ideal é ficar apontando por um bom tempo, pois o sensor é bastante sensível e qualquer deslocada para um lado ou outro nota-se uma diferença grande no valor indicado. O bom é que o relógio conta também com um indicador do índice UV máximo lido naquele momento. Lembrando também que, como se apresenta na forma de ondas, a radiação naturalmente irá variar constantemente em qualquer horário do dia.
A leitura que fiz em um dia ensolarado do final de junho em Porto Alegre, RS (aproximadamente 30.0345° S, 51.2411° W), em diferentes horários do dia foi:
08:15 - índice UV máximo de 4.6 (Moderado)
10:30 - índice UV máximo de 8.4 (Muito Alto)
12:10 - índice UV máximo de 10.3 (Muito Alto / Extremo)
15:10 - índice UV máximo de 6.4 (Alto)
17:30 - índice UV máximo de 4.8 (Moderado)
Apesar de não utilizar nenhum método científico e ter feito apenas medições únicas em um único dia, os dados obtidos estão muito próximos a referências médias diárias encontradas em sites especializados acessíveis na internet, como a organiação Sol Amigo que apresenta o gráfico abaixo:
O índice máximo que obtive também se equivaleu ao informado na previsão do tempo do principal jornal local, o que me deixou confiante quanto aos dados informados pelo relógio da Guepardo.
A questão é que estamos diariamente expostos a sérios riscos a nossa saúde provocados pela radiação solar, potencializados tanto pelo nosso descuido em relação a proteção adequada, quanto as condições a que nosso planeta ruma com os problemas de aquecimento global e redução da camada de ozônio.
O Relógio UV Master da Guepardo se mostra uma ferramenta útil para que possamos verificar, seja na cidade ou em uma aventura no campo ou nas montanhas, a intensidade de radiação a que estamos expostos. Com o uso do alarme, que pode ser ajustado para 2 níveis diferentes de radiação UV, podemos ficar alertas e tomar as devidas precauções para se proteger do sol. O UV Master conta ainda com cronômetro, calendário, luz de fundo e alarme diário, podendo ser encontrado nas cores branco e preto.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Novo purificador de água UV CamelBak All Clear™
Posted on 16:11 in CamelBak, equipamentos, purificador, review by Rodrigo Meurer

No mesmo caminho da já reconhecida SteriPen, lançada a alguns anos e já comentada aqui no blog em 2010, é a vez da tradicional marca de produtos de hidratação CamelBak lançar a sua versão de purificador de água utilizando tecnologia de luz ultravioleta (UV).
O grande diferencial da versão da CamelBak para o produto é que o filtro já vem acoplado a uma garrafa de água de 750ml. A garrafa AllClear™ conta com o dispositivo UV instalado em sua tampa, além de um painel LCD que verifica e indica se a água foi efetivamente purificada. De acordo com o fabricante, basta agitar a água por 60 segundos dentro do recipiente para que qualquer contaminante microbiológico seja neutralizado.
A lâmpada ultravioleta embutida e o painel LCD são alimentados por 2 pilhas de Lithium recarregáveis através de um cabo USB em menos de 5 horas, durando acima de 80 utilizações por carga. Já a lâmpada tem duração de 10 mil ciclos, o equivalente ao tratamento de 3 garrafas de água todos os dias por 9 anos.
É importante observar que a marca não recomenda utilizar água fervente no recipiente pois poderá danificar o dispositivo, assim como não se deve tentar tratar água com pedaços de gelo, pois a lâmpada não tem capacidade de realizar o tratamento da água em estado sólido. A temperatura indicada (da água) para operação do filtro é acima de 4°C (39°F).
sábado, 23 de julho de 2011
Lenço EcoHead
Posted on 16:37 in equipamentos, review by Rodrigo Meurer
Finalmente saiu uma versão brasileira, com um valor bem mais acessível, para os famosos lenços de cabeça em forma de tubo utilizados por aventureiros no mundo todo. Em um post anterior aqui no blog comentei sobre a utilização de um produto similar, mas importado. Agora os lenços em diversas estampas diferentes podem ser facilmente encontrados nas lojas brasileiras sob a marca EcoHead.
Conforme as especificações do fabricante, o EcoHead é fabricado 100% com material reciclado de garrafas PET, possui garantia contra defeitos de fabricação, manchas, furos e rasgos, não desenvolve mau cheiro e não prolifera fungos e bactérias . Com dimensões aproximadas de 24,5 cm X 50 cm, pode ser facilmente utilizado de 11 maneiras diferentes (assista ao vídeo no Vimeo), sem precisar amarrar.
Eu particularmente curto utilizar o lenço por três razões: proteger do sol sem a necessidade de usar um chapéu (o lenço é muito mais leve, você nem sente que está na cabeça); segurar o suor da cabeça (e pra quem é careca o sur escorre muito mais "ladeira" abaixo); e proteger do frio moderado sem a necessidade de usar um gorro ou balaclava. Além disto, poder molhar o lenço na água para se refrescar é algo sem igual em situações de extremo calor.
O EcoHead em particular é bastante confortável, com um tecido que seca rápido e com belas estampas. O meu é este aqui da lagartixa (Salamandra), mas são inúmeras as opções disponíveis que também podem ser adquiridas no próprio site do produto.
Já aprenda aqui como fazer um gorro com o seu EcoHead:
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Ultra-Sil Outhouse da Sea To Summit
Posted on 17:11 in Aparados da Serra, equipamentos, review, SeaToSummit by Rodrigo Meurer
Acabei de retornar de uma semana na Serra Gaúcha, mais especificamente na região dos Aparados da Serra próxima a cidade de São José dos Ausentes e do distrito de Silveira. Durante 3 dias realizei uma travessia de bordas com o fotógrafo André Dib da revista Aventura & Ação e o guia local Eduardo Bernardino, da Adventure Aparados, para registrar imagens de uma área menos conhecida pelo público geral dentro dos quase 450km de cânions do RS e SC.
Nesta travessia tive a oportunidade (ou melhor, a necessidade) de utilizar um produto diferenciado da Sea To Summit: um saco estanque específico para carregar papel higiênico. O produto é feito em material impermeável e do tamanho certo para caber um rolo de papel, que é fixado em um eixo interno para que o papel possa ser desenrolado. Possui também uma corda externa para que o o saco possa ser pendurado em um galho de árvore, no pescoço ou onde for possível.
No caso desta travessia, o produto acabou sendo super eficaz, já que o ambiente de bordas dos Aparados é bastante úmido. Chegamos a pegar um pouco de chuva, uma neblina fortíssima e até um pouco de geada pela manhã. Mesmo assim o rolo de papel ficou muito bem protegido da humidade do ar e da vegetação. Tive um pouco de dificuldade apenas para desenrolar o papel, já que o eixo não é giratório como costumamos a ter em casa, mas nada que complique o seu uso. Inevitavelmente o papel higiênico é essencial em uma travessia como esta, ou mesmo um acampamento de final de semana, e com o Ultra-Sil® Outhouse ele fica completamente protegido de qualquer intempérie e será de grande ajuda quando necessário.
O produto pode ser encontrado nas lojas de aventura de todo o país.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Kit de cozinha X-Series da Sea To Summit
Posted on 23:26 in equipamentos, review, SeaToSummit by Rodrigo Meurer
Durante os dias que acampei na Patagônia argentina, e também em alguns dias em que fiquei hospedado em hostels, utilizei várias vezes o kit X-Series da Sea To Summit, composto por um prato (X-Plate), uma tigela (X-Bowl) e um copo (X-Mug) flexíveis e retráteis.
A proposta do kit é, além de inquebrável, ser compacto para reduzir o espaço na mochila2, ficando com apenas 15mm de espessura (cada utensílio individualmente). Mesmo para quem viaja sozinho, em que muitas vezes é mais prático utilizar diretamente a própria panela para se alimentar, o conjunto da Sea To Summit traz bastante conforto tanto na hora de preparar alimentos (cortar legumes, preparar sanduiches, etc) quanto para servir o que está sendo cozido, utilizando por exemplo a tigela como reservatório. Principalmente se você resolve cozinhar no meio de um trekking longo ou ao chegar em um destino sem infraestrutura nenhuma.
Tanto a tigela quanto o copo também podem ser utilizados para colocar uma sopa quente, ou outros alimentos mais líquidos. O material resiste bem ao calor sem deixar passar demais para as mãos, comparando a utensílios feitos de metal ou vidro. O fundo do prato, de um material mais rígido, também resistiu bem ao corte da faca, mas confesso que tive o cuidado de não exagerar na força para evitar qualquer problema.
Após o uso, basta lavar como qualquer outro utensílio de cozinha e deixar secar. O kit ainda pode vir em um estojo circular (XSeries Storage Pouch) para armazenamento, com um dos lados em tela para permitir que toda a umidade saia, o que no meu caso garantiu a secagem após ter guardado tudo molhado para sair na corrida para pegar um ônibus no horário. Até o momento não tive problemas, mas acredito que é importante cuidar para que fiquem bastante secos para que não se criem limo ou fungos nas dobras dos recipientes quando armazenados.
Pelo pouco espaço que ocupa, vale a pena levar o kit na mochila para facilitar o momento mais esperado do dia, a hora do rango!
domingo, 20 de março de 2011
Balde dobrável da Sea To Summit
Posted on 10:33 in aventura, equipamentos, review, SeaToSummit by Rodrigo Meurer
Entre os equipamentos que estou testando na viagem à Patagônia, está o recém lançado Balde Dobrável (Folding Bucket) da marca Sea To Summit. Em um primeiro momento você até pensa "o que vou fazer com um balde na viagem", mas o equipamento é incrivelmente versátil e muito bem pensado.
O Balde Dobrável é feito de uma material flexível, composto de Nylon Termo Poliuretano 210D nas laterais e 420D na base, sendo extremamente leve, forte e resistente à abrasão. Quando dobrado fica super compacto e fica armazenado em um pequeno estojo de 10x10x4 cm (no caso da versão de 20 litros - há também o de 10 litros). Aberto, a própria água o mantém estruturado no formato de balde.
Mas os possíveis usos para o balde são muitos. Eu mesmo, entre outros, já o utilizei como "geladeira", enchendo de gelo para manter produtos alimentícios e bebidas geladas. Se comportou muito bem, não vazou a água (apenas formou condensação por fora devido a diferença de temperatura interna, do gelo, com a temperatura do ambiente, o que já era esperado).
Entre as possibilidades que facilmente pode-se imaginar para o Balde Dobrável, além de armazenar/carregar água, listo algumas:
- coletar neve para derreter em alta montanha (20 litros de neve deve render de 2 a 3 litros de água, então o volume deve facilitar muito o trabalho);
- recipiente para misturar um bom volume de água fria com água quente para um banho onde não há local próprio disponível;
- fazer compras no mercado, como sacola reciclável (caso você ainda não tenha a Ultra-Sil Shopping Bag que aguenta até 140kg de peso);
- transportar qualquer tipo de material para acampamento, como pedras, galhos secos para fogueira, etc. (é preciso testar ainda a resistência);
- lavar roupas sem poluir diretamente os rios;
- idem para lavar panelas e material de cozinha;
Fiquei bastante satisfeito com as possibilidades que o equipamento abre em uma viagem ou expedição de aventura, algo que não havia pensado antes de ter um em mãos. Vale a pena.
sábado, 17 de abril de 2010
Avaliação meias Lorpen Coolmax Thin
Posted on 12:56 in equipamentos, Lorpen, review by Rodrigo Meurer
Estamos acostumados a escolher meias a partir de sua espessura, as grossas para inverno e as finas para o verão. Mas as tecnologias atuais nos trazem diferentes tipos de tecidos, com propósitos específicos, apresentando parâmetros completamente diferentes para escolha.
Experimentei as meias Lorpen Coolmax Thin, modelo T.C.C.F. em um trekking em São Francisco de Paula - RS, em uma caminhada através da mata em um dia quente e úmido. As meias Lorpen apresentam sua qualidade já na embalagem, que possui internamente um indicador para a temperatura mais adequada para o uso da meia e um infográfico a respeito de sua composição, espessura, altura e tecnologias empregadas.
O modelo que utilizei, apesar de apresentar ao tato e aos olhos uma espessura média e possuir cano alto, alcançando a parte superior das panturrilhas, é indicado para caminhadas em temperaturas altas. As meias vestiram muito bem, ficando confortáveis, com um bom nível de compressão e sem relevo nas costuras que possam gerar atrito em pontos críticos dos pés, como calcanhares e dedos. As meias possuem densidades diferentes no tecido conforme a região do pé, com maior reforço onde necessário.
Durante a caminhada, mostraram-se confortáveis dentro das botas de trekking, sem provocar sensação de aquecimento dos pés além do esperado. Ao remover as botas ao final do trekking, pude sentir as meias úmidas externamente (estava realmente quente no dia) mas os pés estavam praticamente secos, demostrando realmente a eificiência do tecido Coolmax.
As meias Lorpen testadas foram enviadas pelo pessoal da Proativa, que distribui em parceria com a Náutika as diversas opções de linhas da marca.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Pastilhas eletrolíticas
Posted on 12:57 in equipamentos, review by Rodrigo Meurer
Finalmente temos no Brasil uma nova opção em repositores eletrolíticos. Já temos várias na forma de bebidas prontas em garrafinhas, mas a Suum é a primeira no Brasil a trazer uma alternativa realmente prática: pastilhas (ou tabletes).
Quando vocês está realizando uma atividade de longa duração, como por exemplo um trekking de vários dias, carregar uma grande quantidade de líquidos se torna um problema, pelo peso, volume e quantidade necessária. Geralmente, você vai contar com fontes de água limpa, como rios e lagos, vai ferver a água, usar algum filtro ou ao menos um produto químico que a "esterilize". Mas como fazer com o repositor eletrolítico? Dificilmente você vai levar uma dezena de garrafinhas.
As alternativas são a utilização de um produto em pó ou pastilhas. Todas as variáveis citadas - peso, volume e quantidade - deixam de ser um problema, pois não são mais tão significativas a ponto de inviabilizar o uso. Cada pastilha apresentada pela Suum poderá ser consumida (antes, durante e/ou após o exercício) em 500ml de água, repondo suas necessidades energéticas para a atividade.
No exterior outras marcas vêm explorando o formato já há algum tempo, como a Nuun, Zym e a Camelbak (sim, a mesma empresa que fabrica os reservatórios de hidratação para serem carregados dentro da mochila), esta última oferecendo inclusive uma opção com cafeína. Na Argentina, utilizamos muito um suco em pó, chamado "Go!", que já conta os elementos para fazer a reposição ao organismo. A vantagem da pastilha sobre pó é que já vem na medida certa e não gera o risco de desperdício ou de sujar o resto do equipamento com resíduos (nas horas em que você realmente precisa, até o vento é um problema para preparar a bebida).
Entre os equipamentos que recebi do pessoal da Proativa para testar e avaliar, vieram várias pastilhas da Suum que pude então experimentar pela primeira vez nos treinos e atividades, e compartilhar também com alguns amigos. A aprovação foi geral. As pastilhas da Suum se dissolvem relativamente de forma rápida na água, e possuem um sabor marcante e agradável de limão, não sendo muito doce - o que algumas vezes torna outros produtos um pouco enjoativos.
Boa pedida para os treinos, provas e aventuras. Vamos aguardar outros sabores! ;)
segunda-feira, 29 de março de 2010
Avaliação lanterna Princeton Tec Fuel
Posted on 21:24 in equipamentos, Princeton Tec, Proativa, review by Rodrigo Meurer
Recebi alguns equipamentos do pessoal da Proativa para avaliar, entre eles a lanterna Fuel da marca Princeton Tec. A marca é bastante conhecida há bastante tempo no Brasil pelo pessoal que pratica mergulho. Pessoalmente, há uns 10 anos, tive uma lanterna da marca, específica para esta atividade, que era simplesmente uma das melhores do mercado e que eu já experimentara, Utlizava ainda lâmpada halógena de alta intensidade, e possuía um feixe de luz muito intenso e concentrado, excelente para uso em pequenas grutas e para investigar tocas atrás de peixes, moréias e polvos para apreciar. A lanterna, ou o que restou dela, infelizmente deve estar se arrastando no fundo do mar próximo a Ilha do Arvoredo em Santa Catarina desde quando a perdi em um mergulho. Ainda sinto a perda em termos de equipamentos pessoais de qualidade.
Pois, quando recebi a lanterna de cabeça Fuel, confesso que não levei muita "fé", devido ao pequeno tamanho. A lanterna pesa somente 78g e é um pouco maior que um isqueiro em sua largura. Utiliza 3 pilhas do tipo "AAA", possui 3 leds, um botão de acionamento e acompanha a tira elástica para prendê-la a cabeça.
Mas, me surpreendi, e muito, com o equipamento. Apesar do tamanho reduzido, a lanterna produz um excelente feixe de luz, que combina uma área mais concentrada ao centro e um halo bastante amplo, de menor intensidade, ao redor. Isto permite que você tenha uma visão mais clara do ponto para onde está olhando mas também uma boa visão periférica do que está no entorno.
Tenho o privilégio de morar em um sítio com uma boa área aberta e uma mata nativa fechada ao fundo, o que me permite testar todo o tipo de equipamento em diversas condições. A Fuel respondeu muito bem tanto em áreas mais amplas, permitindo uma visão bastante clara até aproximadamente 21 metros de distância e 4 metros para cada lado do foco principal. Em uma área fechada na mata, de aproximadamente 8m x 5m, praticamente todo o espaço ficou bem iluminado.
Uma grande vantagem que pude perceber são as 3 opções de intensidade acionadas pelo botão na parte superior do corpo da lanterna. Tranquilamente você acabará utilizando o modo mais intenso se estiver percorrendo uma trilha de bike ou a pé, o modo intermediário na área de acampamento (até para economizar bateria) e o modo menos intenso para, por exemplo, leitura dentro da barraca. O próprio fato da lanterna ter as pilhas embutidas no próprio corpo, e não em um recipiente separado na parte traseira da fita (ficando atrás da cabeça), como em lanternas mais robustas, torna o ato de ler mais agradável, pois em nada atrapalha ao se encostar. Há ainda o modo flash, em que os leds ficam piscando de forma intermitente.
Durante o uso, também é possível regular verticalmente o feixe de luz, para iluminar mais próximo aos seus pés ou mais ao longe, conforme a situação. De acordo com a intensidade escolhida, as baterias podem durar até 160hs de uso, permitindo uma luminosidade local, mínima, equivalente a luz de uma lua cheia, de acordo com as especificações do fabricante.
Após testar a lanterna por alguns dias, achei uma ótima opção tanto como lanterna principal, para condições não muito extremas (para isto há outras opções inclusive da própria marca), assim como uma boa lanterna de backup (duplicidade de equipamento por segurança) e para uso nos acampamentos.
terça-feira, 23 de março de 2010
Avaliação barraca Lafuma Manta 2
Posted on 13:17 in barraca, camping, equipamentos, Lafuma, review by Rodrigo Meurer
Em janeiro deste ano, na minha volta pelo Chile e Argentina na região andina e dos lagos, pude testar e avaliar a barraca para duas pessoas Manta 2 da Lafuma. A Manta 2 é uma barraca direcionada para o uso em montanha, com perfil 4 estações, desenhada para suportar invernos mais rigorosos. Possui um design muito bonito e vários detalhes que a tornam uma barraca bastante atrativa, mas com alguns probleminhas na sua concepção.
Entre as vantagens que pude perceber nesta barraca, é a extrema facilidade para montá-la. A parte interna da barraca é presa a capa através de presilhas elásticas de fácil engate e as varetas de alumínio ficam na parte externa da barraca, em dutos costurados na capa. Isto permite que você possa simplesmente remover as varetas e guardar a barraca com a parte interna e externa já montadas, agilizando muito o trabalho.
Outro ponto interessante, é que a capa externa possui proteção para neve em todo o seu entorno, permitindo que o reforço contra ventos fortes seja ainda maior, seja através do uso da neve ou de pedras como peso, o que foi o caso para o uso no acompamento em Confluência no Aconcágua. Existe também a opção de amarrar esta proteção para permitir uma maior circulação de ar por baixo da capa.
Em relação ao tamanho, ela seria ideal para somente uma pessoa com mochilas e equipamentos. No meu caso, que tenho 1,91m de altura, e estava acompanhado de minha esposa, as mochilas tinham que passar a noite na parte externa, dentro do avanço, que ficava um tanto apertado mesmo sendo generoso. O espaço interno ficou um pouco justo no comprimento pois para mim eram apenas 10cm de folga, mas bastante tranquilo mesmo para duas pessoas grandes considerando que não privilegiamos exatamente o conforto, e sim o fato de termos uma barraca prática e leve.
Quanto ao conforto térmico, se você busca proteção para temperaturas realmente frias, é uma boa opção. Por ser confeccionada em Nylon Ripstop 190T tanto na parte interna quanto na capa externa, com resinagem para suportar colunas de água de até 5000mm, ela é extremamente selada para o frio. Chegamos a passar calor e dormimos com a porta interna aberta, mesmo com a temperatura da noite chegando a -8 graus centígrados. Claro que com roupas e com um bom saco de dormir também para baixas temperaturas. A ventilação poderia ser um pouco melhor. Os flaps na parte superior não são suficientes, e apenas metade da porta possui tela. A pequena janela junto aos pés é realmente pequena.
Mas nem tudo são flores. Alguns detalhes deixaram a desejar. Um deles são os dutos por onde as varetas passam, feitos de um tecido cheio de pequenos furos, como uma renda, que claramente seriam motivos de problemas futuros, pois não parecem nem um pouco resistentes. Tanto que os ilhoses fixados a eles, onde é apoiada a vareta horiontal do avanço, em poucos dias começaram a apresentar sinais de rompimento na intersecção com o tecido. Mas o maior problema que tivemos foi com os dois fechos do avanço. Já no primeiro dia de acampamento, e primeiro de uso, um dos fechos estragou. Por mais que tentásse arrumá-lo, não consegui mais fazê-lo fechar, abrindo-se sozinho a toda hora. Por sorte, o que é uma vantagem, além do fecho o avanço também fica selado por velcro, o que impediu um pouco a entrada de vento, mas não 100%, por não ser inteiro de cima abaixo. Posteriormente, lá pelo décimo quinto dia de acampamento, foi a vez do outro fecho do avanço. Então ficamos com uma porta de avanço totalmente fragilizada e sujeita a intempéries, o que poderia ser um problema realmente grave caso estivéssemos em condições ainda mais extremas.
Por fim, é uma barraca a que me afeiçoei e de um modo geral recomendaria, não fosse pelo problema com os fechos. A barraca foi enviada para o representante no Brasil através da loja onde a adquiri, e infelizmente não possuem peças para repôr, pois o modelo saiu de linha, e nem tampouco previsão de chegada de uma nova linha, reduzindo ainda mais as opções de barracas para montanha disponíveis nas lojas especializadas no país.
Estou fazendo portanto um upgrade para o modelo VE 25 para 3 pessoas da marca The North Face, com apoio do pessoal da BigWall para encontrar uma barraca dentro do que buscava. Vamos ver como vai se comportar. Assim que tiver uma avaliação sobre o equipamento estarei compartilhando aqui com vocês.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Camelo ou Dromedário?
Posted on 22:53 in aventura, equipamentos, review by Rodrigo Meurer
Durante nossa viagem de quase 30 dias acampando em terrirtório chileno e argentino, no entorno da Cordilheira dos Andes, adquirimos um produto que recomendamos para qualquer aventureiro ou expedicionário, que precise ficar um dia ou mais acampado em locais sem infraestrutura. Mesmo com a proximidade de rios e lagos de águas limpas e cristalinas, comum nos parques nacionais de ambos países, utilizamos uma bolsa para armazenamento de água da marca MSR, reconhecida pelos fogareiros para alta montanha.
A MSR Dromedary Bag, na versão de 10 litros, é feita em material externo ultra resistente, o Nylon Cordura 1000. De acordo com o fabricante, o tecido interno de poliuretano é feito especialmente para água e alimentos, e aguenta temperaturas extremas, do congelamento ao ponto de ebulição.
Um detalhe que facilita o seu uso, é que o sistema de abertura permite tanto utilizá-la para servir a água em recipientes, com uma pequena "torneira" para a saída limitada do líquido (que idealmente até poderia permitir um fluxo maior) ou acoplar uma mangueira de hidratação para utilizá-la no estilo "Camel", presa à mochila por tiras que já vem fixadas ao redor da bolsa, ou internamente. A MSR ainda apresenta opcionalmente um kit para banho, com um chuveiro que pode ser conectado através de uma mangueira ao bocal de saída.
O grande benefício do equipamento é que, mesmo que não seja preciso transportar um grande volume de água para hidratação e uso na "cozinha" para o local de acampamento, ele evita que você tenha que buscar água a todo o momento, podendo ficar pendurado em árvores, sobre uma pedra, ao chão ou mesmo dentro da barraca. Além disto, claro, pode-se utilizá-lo para aventuras de longo tempo em bicicletas, canoagem, montanhismo ou qualquer outra situação onde a água seja mais escassa. Quando vazio, o equipamento ocupa pouco espaço na mochila.
Fica a dica, achamos o produto extremamente prático e eficiente para acampamentos.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Óculos de inverno com GPS integrado
Posted on 00:33 in equipamentos, review, ski by Rodrigo Meurer
A empresa de equipamentos esportivos Zeal Optics, em parceria com a Recon Instruments, acaba de anunciar os óculos de inverno Transcend, com GPS integrado e tecnologia de projeção das informaçõs diretamente nos olhos. O novo equipamento rendeu à Zeal Optics o prêmio ISPO Boardsports Award 2010 para a categoria de acessórios.
Os óculos Transcend contam com sensores de "estado da arte" em termos de ótica e tecnologia GPS. O display digital fornece acesso em tempo real a informações como velocidade, altitude, odômetro vertical, cronômetro, tempo e temperatura. Além disto, as lentes possuem proteção anti embaçante permanente.
A interação do usuário é mínima, bastando acionar um único botão na lateral dos óculos para trocar entre a informações que deseja visualizar. O equipamento conta também com porta USB para conectar a um computador e transferir ao software todos os dados armazenados durante o uso para análise e compartilhamento.
No site da Recon Instruments, é possível assistir a um vídeo demonstrativo que simula algumas das telas disponíveis para visualização através dos óculos. No site da Zeal Optics é possível realizar pedidos do equipamento, que virá com duas versões de lentes, com preços entre $350.00 e $450.00 dólares canadenses (aproximadamente R$ 600,00 e R$ 780,00, sem impostos e envio), e será despachado a partir de 01 de outubro de 2010.
Alguém lembra do binóculo utilizado por Luke Skywalker em "Star Wars Ep. IV - A New Hope"? Faltou apenas o zoom ;).
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Equipamentos para Aventura (testados)
Posted on 12:04 in aventura, equipamentos, review by Rodrigo Meurer
Voltando a ativa no blog, após uma volta de 30 dias (e em torno de 9mil km) pelo Chile e Argentina, quero aproveitar para escrever sobre três equipamentos que utilizamos e foram de grande ajuda em nossa aventura (lembrando que estes "reviews" são totalmente isentos de qualquer tipo de apoio ou patrocínio).
Bolsas de Transporte - Kailash Transport 110
Resolvemos de última hora, antes da partida, adquirir estas bolsas de transporte para as mochilas cargueiras (estávamos com mochilas de 60+15 e 75+10 litros), com o objetivo de proteger não apenas as mochilas mas os demais acessórios que levávamos em anexo: bastões de caminhada, isolantes térmicos, saco de dormir, etc. As bolsas da Kailash são feitas de Nylon Ripstop 250D, muito resistentes, impermeabilizadas e com um fecho bastante forte, que permite trancá-las com cadeado para não serem abertas. Possuem também uma bolsinha prática para armazená-la, ficando com um tamanho relativamente pequeno. Embora dê um pouco mais de trabalho, vale a pena colocar o equipamento nas bolsas antes de cada vôo ou ônibus tomado, já que o pessoal que manuseia as bagagens não é nem um pouco cuidadoso. Ficávamos sempre tranquilos, sabendo que nada se perderia e seria mais difícil que algo fosse danificado.
Mas além disto, a grande vantagem de levar as bolsas foi que, em diversos momentos, pudemos utilizá-las para deixar equipamentos que não precisaríamos guardados seguramente nos hostels. Um exemplo foi na ida para o Aconcágua. Deixamos diversos itens que só adicionavam peso às mochilas, e não eram essenciais, guardados nas bolsas, com cadeado. Inclusive deixamos uma parte em um hotel em Uspallata e outra parte em Puente del Inca, quando resolvemos descartar ainda mais peso.
O único problema destas bolsas são as travas das alças (clipes). Uma delas não resistiu ao peso e quebrou, impossibilitando o uso da alça, o que gera um transtorno para poder carregar o peso. Improvisamos utilizando um mosquetão leve de 25KN para prender a alça à mochila. Nossa sugestão à empresa é de utilizar D-rings de aço em conjunto com alguma presilha também em aço para engate (ou mesmo um mosquetão). Pretendemos fazer esta adaptação nas nossas, o que as deixarão perfeitas para qualquer situação.
Bastões de Caminhada - Trekking Poles Ferrino GTA
Utilizamos os bastões da Ferrino, mas poderiam ser quaisquer outros, de qualquer marca. Existem alguns com amortecedores e também aqueles feitos de fibra de carbono, mais leves. Estes são de alumínio, com regulagem de altura em dois pontos e uma empunhadura robusta e bastante confortável.
Até então nunca tínhamos levado bastões de caminhada, por achar que seriam apenas mais uma coisa para carregar e atrapalhar as mãos, mas resolvemos seguir a dica de alguns sites e de uma amiga, para a subida no Aconcágua, pois seriam "pernas extras" de acordo com ela. E realmente foi assim. Acabamos achando impensável fazer as trilhas que fizemos, não apenas no Aconcágua, sem os bastões. Eles servem não apenas como apoio para facilitar as subidas, mas também para equilíbrio em trilhas mais difíceis, segurança na descida (principalmente em locais escorregadios) e ponto de apoio para descanso em pé. Com mochilas de 20kg nas costas, faz muita diferença o apoio extra, principalmente montanha acima.
Buff Headwear
O Buff é um tipo de lenço já fechado na forma cilíndrica. Já conhecíamos pela internet mas nunca tínhamos utilizado. Compramos em uma loja em Santiago, Chile, mais por diversão, e acabamos não tirando mais da cabeça durante a viagem. O lance é que o Buff pode ser utilizado de diversas formas (são no mínimo 12 de acordo com o fabricante), como gorro, bandana, proteção para o pescoço, proteção para punhos e até gorro "pirata". É fácil de levar (cabe em qualquer lugar ou bolso), super leve, protege do sol, do vento ou mesmo do ar gelado para respirar (pode ser utilizado como uma balaclava). Foi muito útil contra o vento no Aconcágua, contra o ar gelado na subida do vulcão Villarica e ajudou a proteger dos gases tóxicos próximo a cratera. Ainda utilizei para refrescar a cabeça e pescoço encharcando-o com água dos rios por onde passamos.
Enfim, testamos e recomendamos os três acessórios para as suas aventuras!























