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terça-feira, 4 de junho de 2013

Jimmy Chin: trabalho em Yosemite para NatGeo


Excelente vídeo criado pelo fotógrafo e escalador Jimmy Chin para a National Geographic. Jimmy foi contratado para exibir em uma das edições da revista um pouco da cultura e da vida dos escaladores, e escolheu Yosemite, mais precisamente El Captain, para realizar o trabalho e captar suas imagens.

"Acho que a escalada em Yosemite tem uma certa pureza, porque os escaladores estão lá batalhando através de desafios físicos e mentais longe dos olhos do mundo. Não há ninguém lá para vê-los. Trazer essa história e momentos para as pessoas é inspirador para mim. Faz parte do trabalho da minha vida.", comentou Jimmy no Facebook.

No vídeo Jimmy mostra um pouco como é o seu dia-a-dia filmando e fotografando grandes esportistas, e a rotina de grande esforço físico, além da preocupação com segurança e obtenção de boas imagens. "Se ao final do dia eu tiver uma grande imagen que represente a escalada então estarei feliz", comenta o fotógrafo no vídeo.

Assista o vídeo em HD no site do Vimeo.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Que tal criar seu próprio saco de dormir...online?


É o que oferece a conceituada marca PHD que há mais de 50 anos vêm produzindo sacos de dormir  e roupas técnicas personalizadas de alta qualidade, utilizados e indicados por grandes nomes das expedições internacionais, como Sir Ranulph Fiennes, primeiro aventureiro a alcançar ambos pólos, Sul e Norte, por terra e primeiro a cruzar a Antártica a pé.

O site "Design Your Own Sleeping Bag" (desenhe o seu próprio saco de dormir) da PHD possui uma aplicação online onde o usuário poderá escolher os principais aspectos de seu saco de dormir, do tipo de material a presença ou não de zíper, por exemplo. A empresa já tinha lançado uma versão da aplicação em 2004 bem mais simples, que agora na nova versão permite uma customização bem maior.

A partir de três linhas "base", que são sacos "leves" (Lightweight) indicados para acampamentos ocasionais, trekkings e aventuras mais leves, "leves e técnicos" (Tech-Light) para condições de frio mais intensas mas que dependem de equipamentos leves, como uma ascensão rápida a um cume, e "altamente técnicos" (Hi-Tech), direcionados para expedições longas em frio extremo, o usuário poderá configurar outras quinze catacterísticas do seu saco personalizado e automaticamente já verificar o peso total e o preço que custará a fabricação pela PHD.


A aplicação permite determinar a qualidade e a quantidade pluma a ser utilizada e para onde deve ser mais direcionada no saco (cabeça, tronco ou pés), presença de zíper nos pés, bolso interno, sistema de fechamento no pescoço, revestimento interno e vários outros.

Mesmo que você não vá adquirir um saco de dormir personalizado da PHD, vale a pena a brincadeira para comparar o quê influencia na temperatura e peso dos sacos de dormir, além do custo, é claro. O bacana da brincadeira é que você pode salvar a sua criação e compartilhar por email com amigos ou redes sociais. E se ficou realmente bom, pode encomendar. De acordo com o site, fazem entregas internacionais.

Já o site "Design Your Own Down Jacket" (desenhe seu próprio casaco de plumas) permite que você personalize a fabricação do seu casaco a partir de 4 modelos básicos, para diferentes condições térmicas, de forma análoga aos sacos de dormir. Você irá informar detalhes sobre o seu tamanho, materiais, quantidade de enchimento, cores e outras e, da mesma forma, poderá encomendar o produto ao final.


Agora, se você ficou na dúvida sobre como acertar nas características do saco ou jaqueta que irá precisar para a sua próxima expedição, a empresa vai ainda um pouco mais longe. A PHD dispõe de um serviço online onde você escolhe em um mapa o destino planejado e eles lhe indicam na hora, entre os produtos da marca, quais são as vestimentas e acessórios (e suas características) mais indicados para a região onde você pretende se aventurar.


São idéias como estas que trazem todo o potencial da internet para auxiliar ao máximo o consumidor nas suas escolhas e preparação para sua aventura, lembrando sempre que para aventuras extremas não basta apenas guiar-se por sites como estes, sendo indispensável o apoio presencial de pessoas com experiência qualificada e comprovada no ramo ou o conhecimento próprio.

sábado, 11 de maio de 2013

Pêndulo mais insano do mundo!


Que tal um pêndulo em uma queda livre de 121 metros dentro de um estreito cânion? Foi o que Graham Devin organizou e filmou com amigos, convidados e profissionais da aventura, resultando em um incrível vídeo que levou vários dias para ser produzido e já conta com mais de 10 milhões de views no Youtube desde 26 de fevereiro de 2013 até hoje. A equipe da http://slacklinemedia.com foi responsável por toda a infra e segurança da operação, enquanto o pessoal da http://www.cinechopper.com foi responsável pelas tomadas aéreas utilizando um fantástico "octocóptero" que transmitia as imagens via wi-fi para um operador remoto da câmera.

Um ano antes Graham já tinha publicado um projeto semelhante, com um pêndulo de 45 metros em um dos arcos do Arches National Park em Utah, EUA, que obteve mais de 20 milhões de views, e também foi responsável pela criação do vídeo do estilingue humano em 2011, com mais de 11 milhões de views.  Durante as filmagens no arco em 2012 um dos aventureiros pediu a mão da namorada em casamento logo após ela realizar o salto, descendo por uma corda até ela. Já nas filmagens do vídeo deste ano, temos um aventureiro que empurrou a namorada para o pêndulo, que sinalizou estar terminando com ele durante a queda :D.

Assista aqui no blog o vídeo deste ano e o making of, assim como o vídeo do ano anterior, making of e o vídeo do estilingue humano, todos desafios inéditos e muito bem elaborados e filmados. E assine o canal de Devin no Youtube para acompanhar outros vídeos no estilo.

World's Most Insane Rope Swing Ever:



Behind The Scenes - Insane Canyon Rope Swing



World's Largest Rope Swing



Behind The Scenes - World's Largest Rope Swing



Human Slingshot Slip and Slide - Vooray

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Veganismo e montanhismo, é possível?


Veganismo. Mais que uma dieta, é uma escolha para um modo de vida, onde a pessoa abdica totalmente de qualquer vínculo com o sofrimento animal, passando a não consumir mais produtos de qualquer ordem, alimentícios ou não, que tenham origem nos animais. Em um mundo em que fomos ensinados e nos acostumamos a ser desumanos, e com a banalização da vida de todos os seres, inclusive do homem, os veganos são vistos muitas vezes como extremistas, radicais, ecochatos e muitos outros adjetivos.

Ser vegano é um grande desafio, moral, físico, psicológico, social. Na verdade, é uma grande aventura. E ser aventureiro, esportista, montanhista e vegano, é possível?

Sou gaúcho, já comi muita carne e utilizei muitos produtos sem me preocupar com a sua composição e origem durante quase todos os meus 40 anos de vida. E nunca disse que carne não é saborosa, que couro não é confortável ou que queijos não são uma delícia. Sou vegetariano a aproximadamente 3 anos e vegano a 4 meses, quando me deu o “clic” de que todos os seres deveriam ter os mesmos direitos a vida e a liberdade, no sonho de um mundo onde os homens não seriam prepotentes e arrogantes em relação a natureza e aos seres que habitam nosso planeta. Um esforço de enxergar e viver a vida de uma maneira diferente, de mudar.

Recentemente vi uma discussão no Facebook entre um aventureiro contra o uso de roupas e equipamentos com plumas de ganso, o conhecido “down” utilizado em casacos para o frio e sacos de dormir, e um grupo também de aventureiros com opiniões diferentes sobre o tema, que me fez refletir bastante sobre o assunto. Quem era contra o uso deste material agredia os demais incitando que então comessem também foie-gras (pra quem não sabe, comida feita com fígado de pato). Quem era a favor em parte não via outra solução para o frio ou chegava a expor sua indiferença com os animais. Morte aos gansos!!! Que na verdade não morrem para que suas plumas sejam colhidas e utilizadas, são apenas privados de sua liberdade, vivendo em condições muitas vezes precárias com outras centenas ou milhares de sua espécie, em situação muito diferente da que teriam se fossem considerados animais e não produtos (matéria prima), ou se tivessem nascido beijaflores, araras azuis ou quem sabe pandas.

Tá e aí? Dá ou não dá pra juntar as duas coisas?

Dá. Simples assim.

Equipamentos e Vestuário

A primeira questão é o vestuário. Já antes de decidir (tentar) virar vegano, abdiquei de utilizar qualquer produto em couro e lã, doando tudo o que eu tinha. Foi fácil. Normalmente as roupas técnicas de aventura são feitas de material sintético de alta tecnologia. Cada vez mais temos opções de roupas mais leves e mais eficientes, tanto para o calor quanto para o frio. Temos os tecidos tipo Fleece, Dryfit, Cordura, Tactel, Polartec, Climacool entre várias outras tecnologias, patenteadas ou não, todas de material sintético, utilizadas pelas principais marcas técnicas e esportivas, nacionais e de fora do país. Temos camadas de GoreTex, OmniDry, Triple Point Ceramic e outras para impermeabilidade. Temos botas para trekking totalmente sintéticas, como alguns modelos da brasileira Vento e também da Salomon, sem citar outras marcas disponíveis no exterior. E temos pesquisas de ponta até para substituir as “down suits” (roupas inteiras feitas de plumas de ganso, utilizadas para alta montanha, como escaladas ao Everest) por opções com Aerogel, muito mais leves, compactas e que dão maior flexibilidade para o montanhista, com a promessa do mesmo nível de conforto térmico, como esta apresentada aqui mesmo no blog em fevereiro de 2010, provavelmente ainda muito cara para a maioria dos mortais até a tecnologia se popularizar, mas disponível.

A direita, casaco composto de Aerogel para uso em alta montanha, 
equivalente ao casaco de plumas de ganso, a esquerda.

Pessoalmente não compro mais nada de vestuário que não seja sintético, embora ainda tenha um saco de dormir para -29C, um casaco leve e um colete pesado de plumas que ainda não achei substituto viável. Pesa na consciência na hora de usar? Sim. Vou receber críticas de veganos e onívoros por isto? Sim. Produtos sintéticos também degradam o meio ambiente? Sim. Mas, como um ser considerado racional, procuro fazer o que posso, dentro dos limites disponíveis e condições necessárias. Espero realmente em breve trocar tudo por Aerogel ou outra tecnologia nova que permita de forma leve suportar temperaturas extremas a que eventualmente me submeto. Da mesma forma que até a próxima troca dos pneus do meu carro por pneus da Michelin, que não utilizam carcaças de animais na composição, terei que utilizar os atuais até gastarem.

Alimentação

A segunda questão, que considero mais complicada para a maioria das pessoas, é realmente a alimentação. Ser vegano significa não comer carnes, peixes, ovos, leite e derivados, mel e nada mais que condicione os animais ao desejo humano pelos sabores, e não pela necessidade como muitos ainda pensam (fato já comprovado por inúmeras pesquisas de instituições e universidades conceituadas ao redor do mundo). E grande parte dos produtos industrializados sempre possui algum ingrediente de origem animal na composição ou no processamento. Se você pensar, até o pão de sanduíche normalmente contém leite. Mas existem alternativas! Desproporcionais na verdade, pois são centenas de alimentos de origem vegetal comparados a poucas dezenas de alimentos de origem animal, com a vantagem ainda de serem menos perecíveis, fator importante para a vida outdoor. E além disto, já existem no mercado brasileiro dezenas de produtos com origem na soja e outros vegetais, e cada vez mais a preocupação da indústria com este público “verde”. Tem até salsicha vegetal, muito mais saudável que as demais.

Para exemplificar a questão da alimentação, trago a experiência recente de uma “expedição” de 6 dias ao topo do Monte Roraima, somados a 3 dias no Salto Angel e outros 9 dias entre Boa Vista e o Parque Nacional do Viruá, em Roraima. Detalhe: sem comer carne de soja, como todos pensam ser a única alternativa (a qual não gosto muito por não ter sabor se não for muito bem temperada).

A preparação da minha alimentação começou ainda em casa. Incluí na minha bagagem 7kg de alimentos que utilizaria no total dos 18 dias que passaria em viagem, boa parte em locais remotos sem a opção de uma compra de última hora ou disponibilidade no cardápio da empresa de aventura que estaria dando o suporte na expedição. Levei basicamente macarrão do tipo “grano duro”, que não contém leite e ovos, acondicionados em potes especiais com tampa disponíveis nos supermercados, em quantidade para até 10 dias, junto com caldo de vegetais em tabletes (iguais aos de carne ou frango, mas puramente de vegetais) e molho vermelho. Levei embutidos como tomates secos, champignons, pepino, mini-milhos, azeitonas, cenouras e outros para o preparo da comida, junto de potes herméticos da marca Nalgene. Preparei rações diárias, separadas em sacos plásticos vedados, para reforço do café da manhã, lanche de trilha e complemento para a janta. Entre estes, diversos tipos de grão e sementes, como castanhas, amêndoas, chia, quinoa, gergelim, principais fontes de proteína; frutas secas e desidratadas, como maçã, banana, abacaxi, figo e damascos; guloseimas, como chocolate a base de leite de soja (há uma opção muito boa da Olvebra e descobri recentemente uma opção da Garoto que não leva leite de vaca), biscoitos, balas e salgadinhos (basicamente batatas Pringles). Tudo 100% vegano, e acondicionado em um grande saco estanque para proteção.

Cozinha improvisada pela equipe da Roraima Adventure 
em uma gruta no Monte Roraima. Cozinha outdoor, mas "vegan firendly"!

Antecipadamente a viagem, comuniquei a operadora sobre minha opção alimentar, indicando na lista de ingredientes fornecida por eles, as opções que eu utilizaria para a minha alimentação. Quase todos os ingredientes poderiam ser utilizados: vegetais, frutas, arroz, feijão, lentilhas e outros, descartando basicamente queijos e lingüiças. Durante a expedição a equipe responsável pela cozinha, incluindo indígenas Pémon da Venezuela, foram extremamente solícitos e compreensivos com minha opção. Aliás, foram muito além disto. Passou a ser uma preocupação atender aos requisitos, sendo que na maior parte das refeições não precisei me alimentar somente de macarrão como imaginava. Fui servido de feijão puro (pré-cozido), lentilha, risoto de legumes, entre outras opções de pratos quentes. No café da manhã, pães tradicionais indígenas feitos somente de água, sal e farinha ou milho, junto com marmelada, goiabada, frutas frescas, chás e sucos. Passei bem. Para a preparação do macarrão ou do risoto, além das conservas que levei, tive a disposição tomates, cenoura, pimentão e vários outros vegetais. Meu macarrão de grano duro acabou sendo na maior parte utilizado nos momentos em que preparei sozinho a minha comida, basicamente no Parque Nacional do Viruá, e parte ficou para os indígenas. Durante a hospedagem em Boa Vista e no Parque Canaima, para o Salto Angel, pude contar com opções de buffets onde sempre encontrei produtos preparados sem ingredientes de origem animal, facilitando bastante a alimentação. Sempre há opção, mesmo tendo que jantar arroz, salada e batatas fritas no restaurante do hotel.

Força de Vontade


Participar de aventuras, fazer montanhismo, é pura força de vontade. Você tem que se dispor a enfrentar dificuldades, cansaço, frio, fome, dores, longas horas de espera, mau tempo e vários outros fatores que exigem que você realmente goste do que está fazendo. Não é para qualquer um. Você precisa saber o que implica sua opção de tentar se integrar com a natureza e estar disposto a encarar todas as conseqüências de sua escolha. E por mais que alguns amigos o chamem de louco, radical, que não entendam o porque de você se submeter a estas condições e ainda gostar disto, você vai tentar explicar, e vai continuar orgulhoso e gostando do que faz. E é a sua força de vontade que fará você sair da zona de conforto e encarar de frente todos os desafios. Ser vegano é exatamente isto. É fazer uma opção e aceitar os desafios. É mudar.

Mais informações sobre o mundo vegano:

Sociedade Vegana
http://www.sociedadevegana.org

Blog Economizem Vacas!
http://economizemvacas.blogspot.com.br

Site ProVegan
http://www.provegan.com.br

Food-a-Pedia
https://www.choosemyplate.gov/SuperTracker/foodapedia.aspx

quinta-feira, 1 de março de 2012

Aventureiro do Ano da National Geographics



Com 72mil votos, o "Peoples Choice's Adventurers of The Year" da National Geographics foi para Sano Babu Sunuwar e Lakpa Tsheri Sherpa, que sem nenhum patrocínio comercial ou campanhas em redes sociais, com equipamentos emprestados e pouca grana, escalaram o Everest, desceram voando de paraglider e ainda remaram até o mar, na expedição intitulada Ultimate Descent.

Entre os selecionados pela NatGeo, destaco ainda o biker Danny MacAskill que impressionou o mundo inteiro com sua habilidade na bike em vídeos incríveis, e o menos conhecido por nós brasileiros, o aventureiro britânico Alastair Humphreys, que faz um trabalho muito bacana de divulgação da aventura em seu país através de encontros semanais, onde aventureiros apresentam 20 slides em 20 minutos de suas aventuras, no formato "Pecha Kucha". Alastair vêm promovendo a idéia de "microaventuras" para que as pessoas aproveitem com intensidade o mundo outdoor dentro do seu "universo" paupável.

Saiba mais sobre a expedição dos vencedores, com galerias de fotos e vídeos, no site da National Geographic.

Veja também aqui no blog:
40 mil km: Noite de Pecha Kucha - aventuras com Al Humphreys
40 mil km: Manobras incríveis em uma bike

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Thule Adventure Team vence o ARWC 2011


A equipe sueca de corridas de aventura Thule Adventure Team venceu o Adventure Race World Championship deste ano que está acontecendo ainda nesta segunda-feira na Tasmânia, seguidos da equipe Silva e da equipe Seagate em segundo e terceiro lugar respectivamente.

A equipe Seagate dominou a maior parte da prova, mantendo-se a frente até o momento em que esqueceram o Spot Tracker (transmissor GPS) em uma das áreas de controle. A equipe teve que retornar ao PC em que deixaram o dispositivo e tiveram que pagar uma penalidade de tempo, o que facilitou para que as outras duas equipes tomassem a dianteira. Tudo indica que se não fosse pela penalização, a equipe Seagate seria a grande vencedora do ARWC 2011.

Outras 58 equipes continuam na disputa para finalizar o percurso completo do ARWC, entre elas a equipe brasileira Oskalunga, que venceu o Ecomotion Pro 2011, a maior corrida de aventura do Brasil. Seis equipes tiveram que desistir e outras 11 seguem a prova, embora desclassificadas. As equipes largaram na semana passada para percorrer sem parar mais de 700km de prova, incluindo trekking, mountain bike e remo, entre outras modalidades.


sexta-feira, 22 de julho de 2011

MallSport em Santiago

Santiago's MallSport. (Translate this article).

Ontem dei a dica para um amigo que vai para Santiago, Chile, e resolvi postar aqui no blog, pois talvez muitos apaixonados por esporte não tenham nem idéia de que isto exista.

Uma das áreas de lazer do Mall Sport.

A cidade de Santiago possui um shopping center exclusivamente dedicado ao esporte, o Mall Sport! Para os fissurados por parafernálias esportivas, é "de babar". Existem lojas específicas para determinadas modalidades, como montanhismo (AndesGear), bike, vela, surf, hipismo, tênis, golfe e até de futebol (pasmem).  Algumas marcas como a Nike, Helly Hansen, Billabong e Mountain Hardware também possuem lojas dentro do shopping.

Mas o encantamento não para por aí. O empreendimento conta ainda com diversas opções radicais de lazer.  São elas, uma onda artificial para surf e body board, um muro de escalada, o "air trail", formado por obstáculos pendurados no teto do shopping com percurso similar aos de arvorismo, e um parque para prática de skate. Além disto tudo, ainda possui uma área infantil, um centro médico e desportivo e, detalhe, é permitido andar de skate e bike dentro do shopping, onde já foi realizada inclusive uma prova, a Shimano Short Track.

La Ola.

Ah, não custa mencionar também que os santiaguinos contam ainda com diversos serviços prestados no shopping, como a manutenção de bikes nas lojas da Trek e Belda, manutenção de cascos, velas e motores na loja da Pronautica e outros como encordamento de raquetes de tênis, avaliação biomecânica para corredores, enceramento e afiação de skis e snowboards. E tem até praça de alimentação (=P).

Pista de bike dentro do shopping.

O MallSport fica localizado na Av. Las Condes 13.451, Santiago, Chile.

Dá vontade de morar lá.
No shopping, não em Santiago.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Curso de Navegação Terrestre (RS)

Quem quer aprender a se orientar em suas aventuras, não pode perder o Curso de Navegação Terrestre oferecido pelo Instituto Gaúcho de Esportes de Aventura (IGEA). Embora seja direcionado mais para Corridas de Aventura, que incluem múltiplas modalidades esportivas, o curso dá toda as informações necessárias para a leitura e utilização de cartas de navegação, uso da bússola, declinação magnética, identificação do terreno e muito mais.

São 18hs de aulas teóricas e práticas e no valor está incluído a apostila, material de orientação, jantar e hospedagem. O curso será realizado nos dias 06 e 07 de agosto de 2011 em Sertão Santana (RS), a apenas 80 km de Porto Alegre, local onde existem várias opções de trilhas para se percorrer.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 9167-3606 com Luís Leandro, ou pelo site do IGEA.



sexta-feira, 8 de julho de 2011

Revista Go!Faster Ed. 10


Já está no ar a décima edicão da revista Go!Faster, com a matéria de capa falando sobre a maratona no Deserto do Atacama que está sendo organizada pela empresa catarinense Sports Do, que também organiza a prova Mountain Do em Santa Catarina, e irá acontecer em 29 de janeiro de 2012.

A revista conta ainda sobre o IronMan brasil 2011, a expedição Xokleng, treinamento funcional e outras matérias com dicas excelentes!

A revista já está sendo distribuída gratuitamente em SC, PR e RS, mas você pode conferi-la na íntegra neste link. Aproveite!!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Você é durão o bastante?

Are you tough enough? (Translate this article).



Nos dias 04 e 05 de junho, vai rolar em Vail, Colorado (EUA), mais uma edição da GNC Ultimate Mountain Challenge, patrocinada pela empresa Goal Zero, e parte do Teva Mountain Games.

O desafio exige o máximo dos competidores em diversas modalidades, em provas separadas. O menor tempo acumulado nas provas de 10K Spring Runoff, X-Country Mountain Bike, Road Bike Time Trial e Class II Down River Sprint or SUP Surf Sprint (stand-up paddle) irão determinar quem é o atleta mais durão nas categorias Pro e Amador.

A Teva Mountain Games, que ocorrerá de 02 a 05 de junho, é um grande evento que inclui ainda outras atividades em um total de 8 diferentes esportes e 23 modalidades, como raft, escalada (bouldering), pesca esportiva e até provas para cães! Além dos esportes, o evento promove uma competição de fotografia, escola de filmagem (promovida pela revista Outside americana), apresentações de filmes de aventura, música e outras formas de arte.

Quem tem o canal Rush HD na Sky pode acompanhar as provas do ano passado em programas específicos do evento.

domingo, 20 de março de 2011

Balde dobrável da Sea To Summit

Sea To Summit Folding Bucket. (Translate this article).



Entre os equipamentos que estou testando na viagem à Patagônia, está o recém lançado Balde Dobrável (Folding Bucket) da marca Sea To Summit. Em um primeiro momento você até pensa "o que vou fazer com um balde na viagem", mas o equipamento é incrivelmente versátil e muito bem pensado.

O Balde Dobrável é feito de uma material flexível, composto de Nylon Termo Poliuretano 210D nas laterais e 420D na base, sendo extremamente leve, forte e resistente à abrasão. Quando dobrado fica super compacto e fica armazenado em um pequeno estojo de 10x10x4 cm (no caso da versão de 20 litros - há também o de 10 litros). Aberto, a própria água o mantém estruturado no formato de balde.

Mas os possíveis usos para o balde são muitos. Eu mesmo, entre outros, já o utilizei como "geladeira", enchendo de gelo para manter produtos alimentícios e bebidas geladas. Se comportou muito bem, não vazou a água (apenas formou condensação por fora devido a diferença de temperatura interna, do gelo, com a temperatura do ambiente, o que já era esperado).

Entre as possibilidades que facilmente pode-se imaginar para o Balde Dobrável, além de armazenar/carregar água, listo algumas:

- coletar neve para derreter em alta montanha (20 litros de neve deve render de 2 a 3 litros de água, então o volume deve facilitar muito o trabalho);
- recipiente para misturar um bom volume de água fria com água quente para um banho onde não há local próprio disponível;
- fazer compras no mercado, como sacola reciclável (caso você ainda não tenha a Ultra-Sil Shopping Bag que aguenta até 140kg de peso);
- transportar qualquer tipo de material para acampamento, como pedras, galhos secos para fogueira, etc. (é preciso testar ainda a resistência);
- lavar roupas sem poluir diretamente os rios;
- idem para lavar panelas e material de cozinha;

Fiquei bastante satisfeito com as possibilidades que o equipamento abre em uma viagem ou expedição de aventura, algo que não havia pensado antes de ter um em mãos. Vale a pena.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Expedição fotográfica Patagônia

Patagonia photographic expedition. (Translate this article).

"Fui de novo"!

No dia 13 de março, estarei partindo para uma viagem de 3 meses pela região da Patagônia argentina e chilena, buscando registrar em imagens e relatos de viagem os pontos mais fascinantes do extremo sul do continente sul-americano. A Patagônia ainda é considerada uma região selvagem e de incrível beleza, com suas intermináveis estepes e a imponente Cordilheira dos Andes rasgando-as de norte a sul.

A viagem terá início em Península Valdez, berço de reprodução de uma infinidade de animais selvagens, entre aves, pinguins, leões e lobos marinhos e baleias. Nesta época do ano, é possível observar as Orcas em caça por alimentos na costa do Atlântico. O próximo ponto de parada será a cidade de Ushuaia, seguida por Puerto Williams, incrustada na Terra do Fogo, e a partir dali a subida em direção ao norte pelos mais incríveis pontos da região andina, passando por Punta Arenas, Puerto Natales e o deslumbrante Parque Nacional Torres del Paine, com um dos trekkings mais belos do mundo, a região de El Chaltén e o Monte Fitz Roy, El Calafate, região dos Lagos e pontos incriveis como Las Capillas de Marmol, entre outros. Tudo isto está nos planos.

O foco da viagem será a fotografia de paisagem, natureza e esportes de aventura, sem deixar de lado a riqueza cultural do povo argentino e chileno e a busca por locais únicos como La cueva de Las Manos e outros espalhados pelo caminho.

Aqui no blog 40milkm continuarei postando a respeito de aventuras ao redor do mundo, novidades, lançamentos, videos e outras informações, além do review de equipamentos que estarei utilizando na viagem. Em destaque os equipamentos enviados pela Sea To Summit / ProAtiva exclusivamente para testes nesta minha aventura (valeu o apoio mais uma vez pessoal).

Se você ou sua empresa possuem interesse no trabalho editorial de fotografia e travel writing, ou a necessidade de produção exclusiva de imagens e conteúdos relacionados a esta incrível região do planeta, não deixem de acompanhar meu trabalho através do portfólio de fotos e acervo fotográfico, além dos relatos da viagem no meu blog pessoal "bah olha só", e entrar em contato. Ou apenas, divirta-se acompanhando a viagem pelo meu perfil no facebook e o trajeto que em breve estará disponível no Google Maps em tempo real, através da tecnologia do Spot GPS Messenger.

Um abraço e obrigado a todos que me acompanham e me apoiam. Aos demais também.
Rodrigo.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Canivetes e Facas Opinel

Opinel Knifes. (Translate this article).


Acho que todo aventureiro curte um bom canivete ou faca para levar em acampamentos, trilhas, escaladas e outras empreitadas. Existem modelos de todos os tipos e materiais, de tudo quanto é tamanho e até para usos bastante específicos. Vale até faca do "Rambo".

Mas na última ida a Bariloche para explorar os refúgios do Cerro Catedral e posteriormente El Bolsón, encontrei na excelente loja da Garmont (Elflein 13, esquina Morales), onde sempre sou bem recebido pelo queridíssimo Herbert (montanhista e escalador), alguns exemplares da marca Opinel.

A marca Opinel pertence a empresa francesa homônima, originada no trabalho com forja de metais pela família Opinel em uma pequena vila perto de Saint-Jean-de-Maurienne em Savoie, desde 1800, a qual fabrica uma linha tradicional de canivetes e facas desde 1890.

A coleção de facas Opinel possui 11 tamanhos diferentes, que vão do número 2 ao 13 (os números 1 e 11 foram discontinuados), em inúmeros modelos de materiais, formatos e cores, mas como principal característica de terem seus cabos feitos sempre em madeira. Já foram lançados inclusive modelos comemorativos para o Tour de France e os anos 2000, entre outros.

Mas o mais interessante nas facas Opinel, é que sua montagem é extremamente simples e permanece praticamente inalterada desde o primeiro modelo há 120 anos. São apenas 4 componentes: a lâmina, a empunhadura de madeira, um colar de metal que segura a lâmina contra a madeira, e outro colar mais externo, que gira para travar a lâmina tanto na posição aberta quanto fechada.

Simples, leve e elegante. Escolhi o tamanho número 8, que parece mais apropriado para o uso do dia-a-dia nas aventuras, e desde então a tenho levado para todos os lados. Recomendo para quem tiver a oportunidade de adquirir uma. Très Chick.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Novo guia de ciclismo: Carretera Austral (Chile)



A Editora Kalapalo, que já tem uma coleção de guias de trilha de ciclismo e trekking, acaba de lançar mais um livro de autoria do aventureiro Guilherme Cavallari. O novo guia traz nada menos do que a desejada por 10 entre 10 cicilistas Carreteira Austral.

Lançado em janeiro de 2011, contém o mapeamento minucioso (com planilhas, gráficos altimétricos, mapas georeferenciados, contatos locais, informações essenciais, etc.) de toda a Carretera Austral, na Patagônia chilena, mais cinco roteiros de trekkinng em parques e reservas nacionais ao longo do percurso.

São 1.689 km de estradas de terra e asfalto (80% terra) e um dos roteiros de aventura mais procurados no mundo! O mapeamento foi pensado para mountain bikes, mas serve perfeitamente para qualquer outro veículo.

Além da Carretera Austral, de Puerto Montt a Villa OHiggins, o mapeamento também inclui as estradas vicinais que partem da carretera em direção à Argentina e ao Oceano Pacífico, visitando, entre outras localidades, Futaleufu, Puerto Cisnes, Puerto Ibañez, Chile Chico, Puerto Aysén, Puerto Chacabuco e Caleta Tortel.

Primeiro livro multiesporte publicado pela Kalapalo Editora, com roteiros de mountain bike off road, trekking, indicações de onde praticar escalada em rocha, canoagem, rafting e pesca esportiva.

Confira este e outros títulos bacanas no site da Editora Kalapalo!

Se perdeu na aventura? Salve-se com uma garrafa de whiskey

Got lost in your adventure? Save yourself with a bottle of whiskey. (Translate this article).


Então você foi para aquela aventura de fim-de-semana, no meio do mato, em busca de um momento de relaxamento e introspecção, com uma garrafa do seu whiskey preferido para se "aquecer" a noite, e, na hora de voltar, perdeu o rumo da trilha?

A revista Backpacker deu as dicas de como a sua "companheira" pode te ajudar a se manter no local ou ser resgatado, "são (será?) e salvo":

1. Pendurar a garrafa em uma árvore para refletir a luz do sol, usando-a como um sinalizador (assim como outros objetos reflexivos, desde um espelho de emergência, a lâmina de uma faca, uma par de óculos, um isqueiro metalizado ou objetos similares) e chamar a atenção em direção a uma casa, pessoas a distância ou quem sabe um avião a sua procura;

2. Acender uma fogueira. Devido ao alto grau de álcool, o whiskey é inflamável. Pode ser utilizado para encharcar um pedaço de madeira para que queime por mais tempo, assim como queimá-lo puro em uma "espiriteira". A revista sugere ainda, caso você já tenha bebido todo o líquido, encher a garrafa com água e utilizá-la como uma lente para focalizar os raios solares e induzir o fogo em algum material inflamável, como lascas de madeira bem finas. Você poderá usar o fogo para sinalização, produzindo fumaça com folhas verdes, se aquecer os esquentar alimento;

3. Cuidar de ferimentos.  O álcool é bastante eficaz tanto para desinfetar diretamente as feridas, quanto para esterilizar pinças, anzóis, agulhas e facas, caso seja necessário utilizar para a remoção de algum objeto estranho do seu corpo, caso o tombo ao tropeçar nos próprios pés tenha sido feio;

4. Tratamento de água. De acordo com um colaborador da revista, adicionar uma dose na água e aguardar uns 20 minutos irá matar organismos como a giardia... ou no mínimo deixá-las bêbadas : )

Confira a dica na íntegra na Backpacker online.

domingo, 21 de novembro de 2010

Edição 08 da Revista Go!Faster

Já está nas ruas a nova edição gratuita da Revista Go!Faster, que vêm cada vez mais se especializando em matérias e dicas de aventura e esportes em geral.

Nesta edição, um bike tour de 2 dias pelo interior do Rio Grande do Sul, com mapa completo e possibilidade de download dos pontos em GPS no site da Revista, orientação na Serra do Quiriri, Mountain Do na Lagoa da Conceição e muito mais!

Leia a revista na íntegra na edição online!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Novas botas para o seu cão

New boots for your dog. (Translate this article).

Há um tempo atrás postei aqui no blog uma matéria sobre "equipamentos de aventura para cães casca grossa", comentando sobre opções disponíveis no mercado (no exterior) para deixar seu companheiro pronto para as aventuras mais difíceis. Pois a empresa Ruff Wear, altamente especializada no assunto, acaba de lançar mais um produto de segurança para o seu cão.


A novidade é a Bark'n Boots Polar Trex, uma bota de cano longo, feita com solado Vibram (mesma marca utilizada nas melhores botas de trekking de marcas reconhecidas) e tecido superior em soft-shell de 3 camadas, respirável, a prova de vento e resistente a água. Especialmente desenvolvida para a neve ou ambientes frios, a bota possui tiras para fixar às patas do animal e protege-lo tanto do frio quanto de superfícies afiadas.

O preço lá fora é de US$ 89.00 pelo conjunto de 4 botas (sim, lembre-se que são 4 patas).

Fonte: The GearCaster

domingo, 5 de setembro de 2010

Edição 07 da Revista gratuita Go!Faster

 Capa da edição 07

E já está nas ruas em Joinville, Balneário Camboriú, SC, e Porto Alegre, RS, a última edição da revista Go!Faster.

Em sua sétima edição, a revista inteiramente gratuita, tanto em versão impressa quanto online, traz matérias interessantíssimas sobre treinamento funcional, a judoca gaúcha Mayra Aguiar, vias de escalada no Castelo dos Bugres, entre outras.

E, como não podia deixar de ser, a coluna Aventura, onde desta vez comento sobre uma modalidade esportiva que teve origem nos treinamentos militares, vêm conquistando pessoas de todas as idades e gênero, e é a base para qualquer aventureiro outdoor: a Orientação!

Matéria sobre Orientação.

Estão disponíveis também as edições anteriores.
Não deixe de ler!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Trans-Kalahari Adventure Run 1000 km

Trans-Kalahari Adventure Run 1000 km. (Translate this article).


Um grupo de três corredores, e amigos, iniciou neste sábado, 14 de agosto, uma corrida de 1.000 km pelo "deserto" de Kalahari. O projeto intitulado "Trans-Kalahari Adventure Run 1000 km" consiste na travessia de Botswana por trilhas e áreas remotas, em grande parte dentro de parques de preservação e locais de muita vida selvagem.

Os corredores Jukka Viljanen, Kirsi Montonen e Greg Maude, dois finlandeses e um sulafricano, são aventureiros e exploradores experientes, com participações nas corridas ao Pólo Norte (a pé e de mountain bike) e escalada ao cume do Everest em seus currículos. Os três pretendem chamar a atenção à preservação das reservas por onde passarão e em especial a conservação da cheetah (leopardo), para o que estarão apoiando a entidade CHEETAH CONSERVATION BOTSWANA, que trabalha com pesquisa científica e educação das comunidades locais no país.

A corrida irá durar 20 dias, em etapas diárias de 50km cada, com previsão de um gasto calórico diário de até 7000 calorias por atleta (e 400 sachês de gel energético, entre outras fontes de energia). Acompanhe a aventura no blog da expedição.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Abaixo-assinado: Rejeição às emendas do PL 7288/2010

Este vai na íntegra, encontrado no blog Escaladas no Sul de Odilei Medeiro. Ressalvo apenas que vale para todos os praticantes de esportes de aventura, e não apenas montanhistas e escaladores.

As emendas do PL 7288 exigem o controle de qualquer pessoa que pratique esporte de aventura. Isso significa que só podem ter autonomia de praticar livremente estes esportes a pessoa que passar por um processo de certificação. A CBME e outras Entidades de Administração Deportiva prefere a certificação de instrutores somente, como é o texto original do Projeto. Ajude o montanhismo livre assinando este Abaixo Assinado contra as emendas. Entenda melhor este Projeto de Lei.

Projeto de Lei 7288: Entenda esta lei

O PL 7288 é a nova numeração de um projeto de lei que foi elaborado no Senado pelo Senador Efraim Moraes do DEM da Paraíba. Este Projeto de Lei, elaborado em 2005, visava originalmente controlar o comércio de equipamentos de Esportes de Aventura, para evitar que pudessem ser mal utilizados por instrutores irresponsáveis.

Tal lei gerou um grande descontentamento por conta dos praticantes dos esportes de aventura e também esportes radicais. Após muita discussão, o Projeto de lei foi totalmente reformulado e saiu do Senado de maneira favorável aos praticantes de esportes de aventura, que foi conceituado, separando ele dos esportes radicais. No texto, a lei passaria a exigir das Entidades de Administração Desportiva que certificassem os instrutores destes esportes.

Já tramitando na Câmara, este projeto de lei recebeu três emendas que inverteram a situação e burocratiza a prática livre dos esportes de aventura, pois ao invés de certificar os instrutores, as Entidades de Administração do Desporto teriam que certificar os praticantes.

Uma segunda emenda obrigaria a Entidade de Administração Desportiva a certificar os equipamentos. No montanhismo, isto não mudaria muito a prática, pois os equipamentos já são certificados entidade máxima do desporto no mundo: a UIAA, a qual a CBME é filiada.

Já a terceira emenda isenta o praticante que contrate um serviço de uma empresa de turismo de aventura, pois para este caso, já existe uma lei específica.

A prática de montanhismo não tem um antecedente de acidentes graves no Brasil que obrigue a certificação de montanhistas. Acreditamos que esta certificação não resultará em aumento de segurança, apenas irá burocratizar e desencentivar a prática livre e tradicional de um esporte que existe há mais de 130 anos no país.

Por estes motivos contamos com a sua assinatura para pressionar a Câmara dos Deputados a votarem contra esta emenda. O montanhismo brasileiro precisa de incentivos e não de dificuldades burocráticas para sua prática. Acreditamos que o texto original como proposto pelo Senador será a melhor saída para oferecer um
montanhismo mais seguro.

.:ASSINE A PETIÇÃO CONTRA AS EMENDAS DO PL 7288/10:.

.:ENTENDA MELHOR A EVOLUÇÃO DESTE PROJETO DE LEI SUAS EMENDAS E SIGNIFICADOS:.

Fonte: Altamontanha.com
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