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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Pólo Norte será navegável em 10 anos

North Pole will be navigable in 10 years. (Translate this article).


Foto por Reuters

Mais uma preocupação aos exploradores do mundo todo: o programa de tv Bom Dia Brasil de hoje, 15 de outubro, assim como a agência Reuters de notícias, anunciou uma pesquisa realizada por uma equipe de cientistas britânicos que indica que entre 10 e 20 anos o a região do Ártico não terá mais gelo no verão. O Pólo Norte se tornará totalmente navegável durante a estação.



Peter Wadhams, professor de física do oceano na Universidade de Cambridge e um dos maiores especialistas do mundo no assunto, e sua equipe, perfuraram 1500 buracos na camada de gelo durante uma caminhada de 450km pelo Ártico e constataram que a espessura média do gelo está em 1,8 metros, considerada muito fina para suportar o derretimento no verão. Os dados foram comparados também com amostras obtidas em 2007 pela marinha britânica, apontando a redução do gelo nestes anos.

O site ScienceDaily também anunciou em 18 de setembro que a camada de gelo no Ártico alcançou sua menor extensão em 2009, sendo também o terceiro menor recorde desde o início de sua medição em 1979.

Desta forma, no período previsto, as expedições ao Pólo Norte terão uma grande mudança de rumos, deixando de ser uma caminhada para se tornar rota para expedições embarcadas.

Matéria em apoio ao Blog Action Day, onde mais de 7000 blogs se únem para divulgar e discutir as questões sobre o Aquecimento Global. Leia também: Aquecimento Global: aventureiro consciente.

Aquecimento Global: aventureiro consciente

Global Warming: conscious adventurer.(Translate this article).
  • "No mês de agosto de 2009 o desmatamento na Amazônia cresceu 167% em relação ao mesmo período do ano passado"; 
  • "Grandes empresas emitiram 85,2 milhões de toneladas de gases de efeito estufa."
  • "Mudança climática é vida ou morte para Estados insulares";
  • "Os glaciares do Himalaia podem desaparecer em 50 anos por causa das mudanças no clima, e isso teria implicações para mais de 1 bilhão de pessoas que moram na região";
  • "A Terra esquentou 0,74 graus centígrados no século passado, e a temperatura sobe atualmente a uma média de 0,16 graus";
  • "Mudança climática é apenas uma causa da erosão costeira";
  • "Até 2030 todo o gelo do Ártico pode desaparecer".

 Foto: Reuters

Estas são frases cada vez mais comuns no nosso dia a dia, o que nos faz pensar: se queremos continuar interagindo com a natureza, realizando nossas aventuras e expedições, e nos maravilhando com grandes feitos do homem nos 4 cantos do mundo, temos que começar a agir imediatamente para preservá-lo, antes que seja mais tarde do que já é. Estamos literalmente atrasados. O planeta dá sinais de sua doença. Fomos nós que o deixamos assim, e somente nós poderemos recuperá-lo.

Para os aventureiros, uma das primeiras preocupações que vêm em mente é a preservação física dos locais onde circulam. Vale a regra "live no trace" (não deixe rastro), muito bem defendida pela organização de mesmo nome, ou como pode ser visto neste manual do site Clube dos Aventureiros.

Entretanto, o assunto não deve se limitar por aí. Com o intuito de contribuir com a ação Blog Action Day, onde neste 15 de outubro de 2009 mais de 7000 blogs no mundo todo abordarão o tema "Aquecimento Global", apontamos neste post, através da contribuição de Gisele Battistelli, educadora física e esportista, um dos inúmeros aspectos em que podemos fazer diferença em relação a esta problemática. Não é sua única opção, muito pode ser feito, desde que você faça sua parte.

Alimentação e o Impacto no Aquecimento Global
Texto de Gisele Battistelli.

Todos falam sobre o aquecimento global e procuram compreender por que ele está ocorrendo. Quando questionados sobre quem são os maiores culpados pelo aquecimento global a resposta é quase que unânime: poluição gerada pelas fábricas, veículos, aviões, desperdício de energia, de água e assim por diante. Lista infindável na qual nos deparamos com os males produzidos pelo homem da sociedade moderna. Reciclagem, economia de energia e uso de transportes alternativos podem ser considerados agentes de regressão desse quadro, porém há uma verdade mais que inconveniente nisso tudo, nem sempre alertada.



Enquanto os meios de transporte, por exemplo, são responsáveis por 13% de todas as emissões globais de gases do efeito estufa, a pecuária é responsável por 18% e ainda é campeã absoluta em desperdício, pois compromete o solo, gasta quantidades exorbitantes de água e energia e gera bilhões de toneladas de dejetos poluentes. Isso surpreende você? Isso mesmo: a pecuária polui mais do que os carros!

Em 2006 o aquecimento global foi associado pela primeira vez à pecuária. A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) ressalta que 18% é bastante sim, e salienta que neste cálculo foram levados em conta todas os fatores relacionados com a pecuária, como alterações do uso da terra, matéria prima das rações e processamento de carne, em níveis mundiais.



Essa problemática de efeito cascata pode ser explicada da seguinte maneira: para alimentar o gado, os porcos e galinhas, precisamos de ração, então derrubamos as árvores, destruindo as florestas, para abrir campo para pasto e produção de matéria-prima destas rações. Porém, as florestas, como sabemos, são muito importantes para absorver da atmosfera o dióxido de carbono. Sendo assim, este processo influencia indiretamente as mudanças climáticas acelerando o desastre que já está acontecendo, de forma não tão óbvia, mas com grande impacto global.

E então, será que a culpa não é do homem? A culpa é das vacas? Isso não é culpa das pobres vacas, afinal alguém quer comer a carne. O consumidor é culpado. Os dados ainda indicam que 40 a 50% de todo cereal produzido são consumidos não por humanos, mas pelos animais de abate, e que 75% da produção de soja se destina pra esse fim. São necessários 7 kg de grãos para produzir apenas 1 kg de carne. Podemos calcular então que estamos falando de centenas de milhares de hectares de grãos plantados em terras desmatadas que também, pela devastação, apresentam, além de tudo, sérios impactos em sua biodiversidade.

Isso tudo soma-se ainda ao sofrimento de animais mantidos em confinamento, espremidos em gaiolas, submetidos a tratamentos antibióticos e anabolizantes, vivendo em situações de barbárie em nome da produção em massa de grandes corporações industriais. Na Holanda, por exemplo, 500 milhões de animais são abatidos anualmente.

Parece que o problema não tem fim nem solução: como fazer se o mundo está cada vez mais populoso e cada vez mais consumidor de carne? Na China, por exemplo, o consumo de carne é duplicado a cada dez anos. E se o consumo de carne interfere pesadamente no aquecimento global, onde estão as campanhas de conscientização sobre a relação entre o consumo de carne e a destruição do planeta? Existe sim uma solução: reduza seu consumo de carne em 50%. Ou melhor, considere tornar-se vegetariano. A verdade é nua e crua, se você come carne, tem o hábito que mais destrói o meio ambiente. Como consumidores podemos fazer diferença modificando nossas dietas e divulgando para o maior número de pessoas que a alimentação e a agricultura também contribuem, e muito, para mudanças climáticas, e possuem grande impacto ambiental.



Está na hora de mudar, de agir, de defender o planeta. Encare o desafio!

* Atualização deste post (15/10/09 10:04)

Assista aos vídeos no YouTube do documentário "Meat the Truth" para entender mais a fundo a questão do impacto da pecuária no Aquecimento Global:
Leia também: Pólo Norte será navegável em 10 anos.

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